Top 10 álbuns de 2016 – Até agora

Já que está havendo toda essa discussão que não tem nada bom sendo produzido, o rock morreu e tudo mais, deixarei 10 discos de 2016 para se ouvir com atenção.

Claro que ninguém é obrigado a gostar e o objetivo é apresentar bons discos e não bandas que são totalmente diferentes das que já existem ou já existiram. O que é bom, é simplemente bom, não tem essa de que parece com a banda tal. E daí? Se parece com a banda que você gosta, mais um motivo para você ouvir o disco dessa ou daquela banda. É a contradição máxima, você gosta do disco “x” da banda “y”, mas não gosta do disco “b” da banda “z”, porque eles são parecidos.

O povo não sabe o que são inspirações, referências e que a arte é um contínuo processo de criação, onde uma coisa se inspira na anterior e assim por diante?

Fica ai o desafio às pessoas que acham que esses discos são ruins, não representam em nada o rock e é exatamente por bandas assim que o rock está morrendo, a comentarem, usar o espaço para debater o assunto.

 

1 – Aleph Null – Endtime Sisters (2016)

O EP Endtime Sisters, lançado em 6 de março de 2016, tem influências de doom metal, sludge e vez ou outra flerta com o stoner de vertentes psicodélicas. Fundada na Alemanha, o trio não reinventou a roda, mas possui todos os elementos que muitas pessoas gostam.

Aleph Null

 

2 – Ancient Worlocks – II (2016)

Deixa eu ver se entendi. Ancient Worlocks é uma das bandas que representam a morte do rock, porque soa como bandas setentistas e tem influências de doom tradicional? Além de existirem várias bandas fazendo isso hoje? Logo, só pode ser modinha?

Bom mesmo é ficar somente ouvindo Kyuss e o disco “Masters of Reality” do Black Sabbath, porque ai sim o rock se mantêm vivo e inovador. Faz todo o sentido do mundo.

 

ancientworlocks

 

3 – Pesta – Bring Out Your Dead (2016)

Banda de Belo Horizonte, com influências de Black Sabbath e doom tradicional. E você amigão diz que não tem nada que presta sendo feito? Anda meio desinformado. Já foi no show da banda? Sentiu o peso? O profissionalismo dos caras? Não né. Por isso fica reclamando e falando bobagens. Só para citar temos os Son of a Witch, outra grande banda aqui do Brasil.

Quando eu fizer a lista final vai estar lá, vou explorar aqui outros gêneros.

Stoner e vertentes inspiradas no doom tradicional invarivelmente vão lembrar bandas antigas, esse é o espírito da coisa. Se você não gosta e procura desesperadamente algo novo, porque não vai ouvir avantgarde ou algum outro experimentalismo que o pessoal cria a torto e a direito? Já sei, vai vir com aquela velha conversa fiada de que essas bandas tem muitas viagens que não são rock/metal, têm coisas eletrônicas e coisa e tal. Que a coisa era boa nas décadas de 70, 80 e acabou nos anos 90. O brutal bom era o Cannibal Copse, Deicide, Mayhem, agora são todas umas bostas.

Clica no play ai meu filho e para de reclamar.

pesta

4 – Rotting Christ – Rituals  (2016)

Já com anos de carreira a banda sempre veio se reconstruíndo. Nos últimos dois álbums propusseram novamente uma reinvenção conceitual e musical na carreira. Se é bom ou ruim são outros quinhentos. É aquela história, gosto é igual sabem o quê né.

Mas espera ai. Não era para sair da caixa, propor novas ideias, tentar fazer algo que não soasse como tudo. Então, parece que algumas bandas estão pelo menos tentando.

O disco é musicalmente bem feito, agressivo, com temáticas interessantes e pode não ser totalmente inovativo, mas dizer que é uma porcaria, sem qualidade nenhuma e que o rock está morrendo por falta de bandas boas, me parece meio exagerado. Talvez se eles tivessem tocado um pagode, os reclamões achassem inovador e interessante.

rottingchrist

5 – Spell – For None and All  (2016)

E os revivals? Várias bandas inspiradas em speed metal oitentista, até o glam rock tem tido revival, mas bom mesmo é ficar ouvindo os discos antigos dos Poison, Cinderella e Marillion. Por que vou ficar ounvindo discos novos que soam como bandas antigas? Simples queridão. Porque é divertido, o disco é bom e a vida é assim. Sem contar quê: Se soa como outras bandas que você gosta, porque não ouvir as duas coisas? Parece um fanatismo religioso que precisa separar o que supostamente é sagrado do que não é. Daqui 20 ou 30 anos essas bandas que negos ficam repudiando, vão ser consideradas clássicas.

Me explique quem curte o gênero que os canadenses Spell se enquadram, por que a banda é ruim? Melhor ainda, por que representam a morte do rock/metal?

spell

6 – Profanatica – The Curling Flame Of Blasphemy (2016)

Mas eu gosto é da brutalidade, da coisa tosca, com o espírito das profundezas do underground, pois então, existem ainda muitas bandas que gravam discos e são das antigas, como os Profanatica, Countess e tantas outras. Na verdade tem muitas sonoridades para todos os tipos de gostos. Diante desse tanto de informações, páginas, blogs e grupos pelo facebook, divulgando todo dia uma pancada de bandas novas, o camarada ainda me diz que está morrendo.

profanatica

7 – Miasmal – Tides of Omniscience (2016)

Eu fiquei até na dúvida do que ia colocar aqui, pensei no novo album dos Centinex, mas como é uma banda mais antiga, iam falar que só as bandas antigas mantêm o pouco que resta do metal. Então resolvi colocar “Tides of Omniscience” dos suecos Miasmal. É um puta disco, pode não ser exatamente igual ao som dos Entombed ou Dismenber na década de 90, mas é um disco muito bom, e com uma pegada meio thrash e umas pirações meio virtuosas.

Porque não soa exatamente igual aos discos antigos e a gravação tem aspectos modernos vão dizer que é uma porcaria. Banda mainstream e pretensiosa. O que os caras querem é que as bandas novas toquem na íntegra um cover de “Left Hand Path”, “Screem Bloody Gore” ou “Butchered At Birth”. Só pode. Para parecer no nível que uns peãos querem por ai, só resta isso para se fazer.

Para falar a verdade mesmo, no nível de uns pela saco por ai, é impossível. Não pode ser igual nem parecido, mas também não pode ser diferente e ter inovações.

Deita na cama, coloca um fone de ouvido, clica no play com o som bem algo e abre a mente filhão.  O mundo muda e nada vai ser exatamente igual como antigamente.

Miasmal

8 – Mortiis – The Great Deceiver (2016)

Mortiis, que de uma sonoridade de tecladinhos fantasiosos passou a fazer um som mais industrial. Podem falar o que quiser, mas tem influências de metal, rock e o caralho a quatro. Mais uma opção para quem curte.

“The Great Deceiver” certamente vai agradar muitos que curtem o gênero. Influências de Ministry, Skinny Puppy e etc. O banda imprimiu uma agressividade que não teve até aqui na carreira.

Você consegue perceber até aqui, que tem todo tipo de sonoridade, basta você correr atrás de conhecer, se dar ao trabalho de ouvir?.

mortiis

9 – Harakiri For the Sky – III – Trauma (2016)

Agora um coisa que incomoda os mais radicais, novos gêneros e suas fusões. Os austríacos do Harakiri for the Sky fazem um som que funde o black metal com o post-rock. Não só eles, mas os Alcest, Sólstafir e tantas outras. Tá certo, nem tudo é bom, tem uma porrada de bandas ruins, mas isso acontece com todos os gêneros e épocas. Nem tudo é bom, simples assim.

Eu vejo referências que podem ser diretas ou não, de bandas como Katatonia, principalmente dos álbuns mais novos, perceba o início do disco, de um gothic metal praticado outrora, de doom metal e claro do post-rock e black metal.

Agora me diz ai por que esse álbum é ruim? Se não por uma simples implicância de gosto pessoal. Por isso existem outras bandas, outros gêneros e outras influências. Mais uma vez e de maneira simples, é só procurar e ir ouvir as outras bandas.

Harakiri for the Sky

10 – Tombs of Hades – Death Mask Replica (2016)

O som dos suecos Tombs of Hades é uma fusão de death metal com crust. Eu achei um disco excelente. Como posso concordar que o metal morreu? Pode-se argumentar que não tem espaços para show, que as pessoas não vão, mas porque não existem bandas e música boa e bons discos sendo feitos, infelizmente tenho que discordar.

Essas questões de público precisam ser discutidas em outros âmbitos. Envolvem muitas coisas, principalmente essas ideilogias radicais, que não conseguem dividir espaço com as novas gerações. Bom, isso é uma outra discussão, que vou deixar mais para frente, agora me basta apresentar a variedade de opções que existem.

Essa coisa de originalidade praticamente não existe mais, é tanta banda que uma ou outra vai soar como algo conhecido, até mesmo por influências e inspirações.

Se quer ver a coisa com outro aspecto, comece a explorar, ouvir com calma, reconhecer qualidades onde existem e principalmente apoiar tudo que tem sido feito. O passado sempre vai ser inspiração, Back Sabbath, Led Zeppelin, Cannibal Corpse, Deicide, Mayhem, Emperor, Kyuss, Pentagram e etc vão ser eternamente clássicos, mas nem por isso é preciso repudiar o que veio depois e ficar o tempo todo minimizando.

Você não gosta de nu-metal ou metalcore? Problema é seu. Tem gente que gosta e aprender a respeitar e dividir o espaço com o outro faz com que as possibilidades aumentem, em termos de público, acesso a possiveis locais de envento, revistas especializadas para divulgar o material de bandas e etc.

Para os que querem ficar no anonimato, é isso ai, tudo está seguido seu caminho, não sei porque reclamam.

tombsofhades

Um texto de Sir McGreggor Magikus

Anúncios

III Festival Rock do Deserto: dois dias de som autoral chapado em BH

Chega a ser um pouco constrangedor, pela obviedade, mencionar a importância da música autoral. Mas esse clichê às vezes se faz pertinente em meio a circuitos do rock cover e tendências duvidosas. Longe de simplesmente reclamar ou apontar possíveis culpados, a intenção é sempre de valorizar e promover atitudes positivas, como as da produtora Deserto Elétrico, de Belo Horizonte, responsável pelo Festival Rock do Deserto – um dos oásis de frescor cultural na cena da cidade.

Em sua terceira edição, o evento de Stoner Rock trouxe à tona todo o profissionalismo de jovens bandas que mantêm pulsante um cenário atrativo para quem aprecia uma boa música pesada, densa e chapada na terra das alterosas. Nos dias 28 e 29 de julho, a casa de shows A Autêntica foi escolhida acertadamente – pela proposta e estrutura do local -, para sediar o III Festival Rock do Deserto. E o público pôde conferir uma boa amostra da atual safra mineira, além de uma sessão de porradaria ultrassônica gringa por conta dos californianos do The Shrine.

Primeiro dia

O festival começou bem, pois os malucos da banda Mad Chicken vieram de Arcos, interior de Minas, para dar início à chapação. Se à primeira vista parecem meros adolescentes que se conheceram no colégio e resolveram formar uma banda, não se engane, pois é essa mesma a história deles. Embora seja um grupo formado por jovens aparentemente obcecados por galinhas – o nome da banda e músicas do naipe de “Chicken Shit” e “Why the Chicken Cross the Street?” servem como amostras -, o Mad Chicken usa a ingenuidade ao seu favor e afasta quaisquer dúvidas acerca de seu potencial imediatamente pelo alcance vocal de Filipe Xavier e por um som coeso, com nítidas influências do Grunge.

A influência Grunge viria a se fazer presente nas duas apresentações seguintes: as das pratas da casa Lively Water e Green Morton. A primeira evoca Soundgarden e Audioslave em sua sonoridade e, principalmente, no timbre do vocalista Henrique Parizzi, que se assemelha bastante ao do Chris Cornell – sim, isso é um elogio. Na sequência, o Green Morton apresentou ao público, em primeira mão, os sons de seu aguardado primeiro álbum cheio, “Ultradeepfield” – petardo cuja data de lançamento se daria algumas poucas semanas após a apresentação.

Para encerrar a primeira noite do festival, ninguém seria mais apropriado do que The Shrine. No embalo dos principais festivais europeus, como o Hellfest, e de abrir shows do Slayer, a banda de Venice veio iniciar sua turnê sul-americana em BH e trazer abaixo o palco d’A Autêntica. Se a premissa do Stoner Rock – e de todo rock pesado, para ser realista – é o Black Sabbath, aqui esse ponto de partida vai de encontro ao Black Flag. E quando o peso de sons mais tradicionais se une à urgência do Hardcore Punk, é que nos lembramos de que Rock bonitinho demais às vezes cansa e um pouco de sujeira se faz necessário. Um show intenso e sem frescuras que há muito não se via na cidade. Quem tiver a chance de conferir esses doidos ao vivo, não deve desperdiçá-la.

 

Segundo dia

A etapa seguinte do Rock do Deserto privilegiou apenas grupos de Belo Horizonte e começou com uma grata surpresa: Kalfas. Trata-se de uma banda fascinada por temáticas da mitologia e ainda com poucos registros. O que mais impressiona na performance dos caras é a naturalidade com que transitam de sonoridades ambientes e psicodélicas ao Sludge mais desesperado, lembrando um Neurosis em seus momentos mais intensos.

Completar quatro anos de carreira e promover o lançamento de um álbum são motivos para qualquer artista comemorar. E foi isso que o Governator Insane fez na sequência. A diferença é que a ocasião marcou também o encerramento das atividades da banda. Eles, que estiveram presentes em todas as edições anteriores do festival, se despediram nesse clima de contrastes, com emotividade e sons do disco “Youth”. Um belo testamento, até segunda ordem.

A terceira apresentação da noite ficou a cargo do Pesta. Aos primeiros acordes de “Black Death”, fica perceptível que a banda bebe nas fontes corretas: Pentagram, Saint Vitus, Cathedral e, obviamente, Black Sabbath – e é neste último que a banda mais encarna. Do baterista Flávio Freitas, cuja postura remete a um jovem Bill Ward, ao vocalista Thiago Cruz, que mais parece possuído por algum espírito hippie infernal, tudo remete às boas origens do gênero musical aqui celebrado. Isso somado a uma parede de riffs e temáticas insalubres – cortesia do letrista Anderson Vaca -, torna o Pesta um dos principais nomes da atual cena Stoner-Doom-e-afins nacional.

Para encerrar com chave de ouro e um tapa de luvas (de boxe) na cara, a atração mais destoante de todo o festival: Colt.45. Com o recém-lançado álbum “Extinction” nas mangas, a banda destilou toda a sua mistura brutal de Death Metal com algo de NYHC e de metal capiau à la Pantera. Porrada e técnica na medida certa, com destaques para a presença energética do vocalista Marcelo Santana e a precisão cirúrgica do baterista Manfredo Savassi.

Um texto de Frederico Borges e fotos de Lucas Alexandre Souza

Cobertura III Festival Rock do Deserto 

The Shrine ao vivo na A Autêntica/III Festival Rock do Deserto

Extravaganza página no Facebook

Infrasound Fuzztival dia 06 de setembro em Floripa

A Infrasound Records irá realizar no dia 06 de setembro um festival no Taliesyn Rock Bar em Florianópolis com as bandas Muños, que estará lançando o álbum “Smokestack”, Red Mess, Pantanum, Cattarse, Ruínas de Sade e Katss.

Eu sei que Florianópolis está um pouco longe, mas quem tiver disponibilidade de ir, vale a pena, bandas muito boas irão se apresentar.

Vou deixar uma palinha de todas as bandas para animar a galera. Depois de curtir um pouco de cada uma delas me digam se eu estava certo ou não.

De qualquer forma, se não der para conferir esse show, procurem um pouco mais sobre as bandas, que já estão em destaque no cenário underground nacional. Já aproveitando o gancho e dizendo que a galera tem se juntado no sul, nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo, fortalecendo a cena por essas regiões do país. Se quiserem ver iniciativas como essas acontecendo por aqui em Belo Horizonte precisamos nos unir e o pessoal comparecer com mais firmeza nos eventos. De uma cena forte que foi o metal de BH, estamos ficando para trás e deixando a coisa morrer.

Chegou a hora do pessoal parar com as rivalidades, radicalismos, brigas e discussões juvenis sobre qual gênero é melhor que o outro. Promovermos uma cena mais coesa e mais produtiva, para a galera curtir, estimular espaços a produzirem mais eventos, além de toda a galera que está querendo produzir uma quantidade de coisas legais para vocês consumirem. Podem ter certeza que tem muita gente dedicada e com conhecimento para fazer uns trampos bacanas, mas com esse desânimo por parte do povo daqui, fica complicado.

A Extravaganza vêm fincando o pé a cada dia para apoiar o público, bandas e todos que estiverem no intuito de construir um cenário diferente na capital mineira. O trabalho é muitas vezes árduo, mas aos poucos chegamos lá. O espaço aqui é para todos e em prol de uma cena maior e mais unida.

E para o pessoal que produz evento, fiquem de olho nessas bandas, deixarei o link para as páginas no facebook delas e qualquer coisa é só entrar em contato.

13679862_1584433835183536_6337463794720847377_o

Muños Facebook
Red Mess Facebook
Pantanum Facebook
Cattarse Facebook
Ruínas de Sade Facebook
Katss Facebook

Infrasound Records Facebook

Infrasound Fuzztival (Pagina no Facebook do evento)

Muñoz – Hey Ya

Red Mess – Trapped in My Mind 

Pantanum – Pedrada

Cattarse – Meet Me In the Darkness

Ruínas de Sade – Funeral do Sol

Katss – The Visitors

Um texto de Igor C. Bersan / Ilustração do cartaz por Rafael Panegalli

Rapcore e debate político ao som dos Oficina do Diabo.

Na situação política em que nos encontramos no Brasil hoje, nada melhor do que o debate político e social. A música é um veículo poderoso para tal.

Tanto o Rap quanto o Hardcore/Punk sempre estiveram na frente destes debates, sendo o combustível para a criação tanto estética, quanto para a construção de suas letras. Das mazelas sociais as ideologias políticas, passando pela violência e os dogmas religiosos, estas questões estão sempre conflitando na sociedade e precisam ser debatidas.

E quando os dois gêneros se encontram? É ai que surge o quarteto mineiro Oficina do Diabo. Rapcore cheio de energia e letras que tratam da situação atual do nosso Brasil.

Essa fusão entre o rap, rock ou metal já é algo antigo, porém, tão pouco se ouve falar. Se pensarmos que os primeiros discos dos Faith no More e Red Hot Chilli Peppers já usavam essa fusão, e estas são bandas que tiveram uma boa recurpessão com o grande público. Mais recentemente os Rage Agaist the Machine ou mesmo a onda do nu metal que também se vale de influências de Rap, mas que no meio do rock não é tratado como tal, ficando uma coisa meio subentendida. Pelo menos eu tenho essa sensação.

Talvez ainda se tenha receio desta relação entre muitos da cena rock/metal, mas nós da Extravaganza acreditamos que o diálogo entre gêneros é algo interessante e o radicalismo a cada dia vêm caindo por terra. O que importa é que a proposta musical seja boa e cabe a cada um optar por ouvir ou não.

Essa é uma caracteristica marcante da sonoridade da banda, tem como cerne de sua criação o rap e harcore, mas flerta com outros gêneros. É perceptivel alguma influências de outras bandas. Tratam os temas no ambito da discussão consciente, sem cair na tentação da venda fácil, tratando os temas de forma simplista e apelando para a baixaria.

“Incitando Ódio e Violência” é o primeiro trabalho oficialmente lançado pela Oficina do Diabo. Composto por três músicas que combinam bem o hardcore, metal e o rap. Tem umas bases de guitarra bem legais e os vocais fundem-se bem no instrumental. O destaque para mim fica por conta da música “Ateu”, tem um feeling interessante, uma coisa meio funkeada, groove. Na música seguinte “Afrobrasileiro” marca presença o baixo de Felipe Augusto,  trabalho bem executado pelo mesmo. E as letras, essas eu vou deixar para vocês ouvirem, vou deixar todos os links, acessem e apoiem a banda.

Para quem curte essa pegada, rap ou hardcore, fica ai a nossa dica. Banda daqui de Belo Horizonte, de grande potêncial no cenário nacional. Vale a pena conhecer, até mesmo por ser um gênero que vemos muito pouco sendo falado e divulgado.

Se increva, curta e acompanhe os caras pela internet, para saber mais e fica sabendo das novidades e lançamentos.

Oficina do Diabo - Vertical - Marlon Ossiliere

Página no Facebook
Soundcloud

 Um texto de Igor C. Bersan

O grand finale do III Festival Rock do Deserto com os Pesta

Já fizemos entrevistas em vídeo, comentamos os álbuns e a banda vem ganhando cada vez mais destaque entre os divulgadores nacionais e internacionais. Se você não reconheceu pela foto da postagem, estamos falando dos mineiro Pesta. A banda é a melhor proposta de doom tradicional de Belo Horizonte, peso, influências setentistas e claro, música de qualidade feita por quem entendo do gênero.

Acha que a maioria no nosso site/blog já deva conhecer a banda, o que dispensa muitas apresentações, mas sempre tem alguém que não conhece ou não se lembra muito bem, deram pouca atenção neste mar de bandas que surgem todos os dias.

Formada em Belo Horizonte por Anderson Vaca (baixo), Thiago Cruz (vocal), Daniel Rocha (guitarra), Marcos Resende (guitarra) e Flávio Freitas (bateria), o som tem inspiração de bandas clássicas ao gênero como Black Sabbath, Pentagram, Saint Vitus entre outras. Só pelas influências já da para começar a pensar na sonzeira que a coisa é.

Posso garantir que é uma das melhores bandas da cena no Brasil, não deixando nada a desejar as bandas internacionais. Se faltava estímulo de boas bandas para você ir conferir um show na nossa capital, esse dia chegou, temos várias bandas muito boas se apresentando nesses dois dias.

Eu não irei nem me delongar muito falando da banda, vou deixar o link da entrevista que fizemos. O link para ouvir o álbum estará disponível abaixo.

Clica no play e confere a sonzeira que você vai perder ou não na noite do dia 29 de julho.

Para ver a entrevista clique aqui.

Página no Facebook
Bandcamp

Um texto de Igor C. Bersan