Drácula, Dr. Jekyll e depressão na nova temporada de Penny Dreadful

Criador:  John Logan
Gênero: Drama/Horror/Suspense
Ano de Produção: 2014
Temprada Atual: Terceira
Duração: Aprox. 50 min./Episódio
Atores: Reeve Carney, Timothy Dalton, Eva Green, Rory Kinnear, Billie Piper, Harry Treadaway, Josh Hartnett, Danny Sapani, Simon Russel Beale e Helen McCrory

No dia 9 de maio de 2014 estrearia no canal Showtime OnDemand a série de drama com toques sobrenaturais Penny Dreadful. Aqui no Brasil passou a ser transmitida pelo canal HBO e teve sua estréia no dia 14 de junho.

Embora esteja iniciando a terceira temporada, muitas pessoas ainda não conhecem e a série não é tão comentada, provavelmente por ter um contexto de terror, gênero não muito aprecidado aqui no Brasil. Mas o terror em Penny Dreadful não é aquele terror sanguinolento, repleto de mortes brutais. É o terror gótico, romântico e drámatico de livros clássicos como “O Retrato de Dorian Gray”, “Drácula”, “Frankenstein” e outros tantos. Imerso na Inglaterra vitoriana, os personagens são atormentados pelo passado, por seres sobrenaturais, possessões, bruxas e toda sorte de malefícios possíveis.

O nome da série já indica uma de suas inspirações, as Penny Dreadfuls, publicações de terror e ficção, vendidas na Inglaterra do século 19 a 1 centavo. Até onde eu sei, foram usadas para alfabetizar uma grande parte da população, que até então ainda eram analfabetos.

Talvez por essa inspiração panfletária e novelesca das Penny Dreadfuls a série sofra um pouco com a continuidade da narrativa, não é algo que me incomode, muito menos torne a série ruim, na verdade eu até gosto que ela seja assim, mas tem algumas descontinuidades narrativas ou personagens que desaparecem e depois reaparessem, concluindo assim seu arco narrativo abruptamente. Algumas pessoas se incomodam com isto e maior parte das críticas que eu li estão relacionadas a este problema.

Problemas todas vão ter em alguma momento, porém é importante frisar que Penny Dreadful tem mais qualidades que defeitos. As atuações são excelentes. Vanessa Ives, interpretada pela atriz Eva Green, sem sombra de dúvidas a melhor personagem da série, está fantástica no papel, principalmente nos momentos de possessão pelo qual vive e um mistério até então na série. A pergunta que não quer calar é: “Por que Vanessa Ives?. A dupla formada pelo Dr. Frankenstein (Harry Treadaway) e sua criatura, aqui nomeada como John Clare (Billie Piper), com dialogos filosóficos e uma tensão melancólica cada vez mais intensa.

E o que dizer da fotografia e a reprodução da época? Um trabalho primoroso,  assim como da direção e o roteiro que também funciona bem, algo como uma liga extraordinária, lutando contra vampiros e espíritos ancestrais. Em meio a isso narrativas paralelas de seus personagens, o sofrimentos das criaturas, uma infinidade de bruxas e demônios. Tudo isso é bem costurado com os personagens clássicos e suas narrativas particulares.

Os personagens vão surgindo e aumentando gradativamente o cast da produção. Ao iniciar a terceira temporada dois novos personagens clássicos irão aparecer e se você achou que eu iria revelá-los, se enganou. Assista para poder saber quem são.

Quem não assistiu ainda e curte essa temática não pode perder. Hoje temos tantas formas para conseguir assistir disponíveis, que não é mais desculpa para não ver a série, aos mais dedicados ainda dá tempo de assistir as temporadas anteriores e acompanhar a temporada que está se iniciando.

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Trailer Primeira Temporada

Trailer Segunda Temporada

Trailer Terceira Temporada

 

Um texto de Igor C. Bersan

 

 

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Muita música, vida louca e negócios na nova série produzida por Martins Scorsese e Mick Jagger

Direção da 1º temporada: Allen Coulter, Jon S. Baird, S.J. Clarkson, Carl Franklin, Nicole Kassell, Mark Romanek, Martin Scorsese e Peter Sollett
Gênero: Drama/Música
Ano de Produção: 2016
Duração: Aprox. 1:00h/episódio
País: EUA
Atores: Bobby Cannavale, Paul Ben-Victor, P.J. Byrne, Ato Essandoh, Juno Temple, Olivia Wilde, James Jagger e J.C. MacKenzie

Normalmente séries de TV produzidas pela HBO são sinônimos de excelentes produções. No caso de Vinyl, ainda temos a presença do grande diretor Martin Scorcese na produção e que dirigiu um episódio nesta primeira temporada. Outro grande nome por trás da série é ninguém menos que o frontman dos Rolling Stones, ele mesmo Sir Mick Jagger. Com um time desse muito provavelmente daria errado.

A série acompanha Richie Finestra (Bobby Cannavale), empresário do ramo da música, dono da gravadora American Century Records. Retratando o cenário musical da Nova Iorque de 1970, onde a efervescência musical estava a todo vapor, vários gêneros e artistas pipocavam na suja e selvagem cidade norte-americana.

E já que estamos falando de Bobby Cannavale, ator que eu desconhecia até o momento, estando este muito bem no papel, dividido e perdido em seu prazer em viver de música e o dinheiro que pode ser ganho com a venda da gravadora. O conflito familiar em que vive e os abusos de drogas também atormentam o dia-a-dia do Sr. Finestra.

Atuação definitivamente não é um problema para a série, todos os atores desempenham bem seus papeis.

Outro trunfo da série é a produção e montagem, muito bem pensada, fazendo com que a série ganhe uma dinâmica interessante com transições de cenas em fusões que lembram videoclipe. Outra coisa que não pode se deixar de elogiar é o design de produção e figurino, a reprodução de época ficou bem convincente. Maquiagem, roupas, cenários, todos os detalhes bacanas dos anos 1970 estão lá.

Aquilo que poderia se tornar um musical chato e repetitivo com os músicos tocando e as velhas histórias batidas sobre bandas que hoje são conhecidas de todos, se tornam um drama intrigante sobre os meandros da indústria da música, a competição entre artistas, exploração das gravadoras, crimes financeiros e assassinato.

Não sei quanto do que é retratado na série é verdadeiro, mas provavelmente é muito inspirada em fatos reais. O mundo do show bisness sempre foi regado a excessos, imagine na década de 70.

A melhor série a estrear neste ano de 2016. Eu sei que ainda está cedo para dizer isso, mas para quem gosta de acompanhar e sempre teve um relacionamento próximo com música como eu, tem lá o seu gosto especial. Tem coisa mais legal para fazer antes de domir do que ver uma reprodução competente de fatos ocorridos em 1970 com nomes como Alice Cooper, Led Zeppelin, Lou Reed e mais um monte de banda, cantores e cantoras solo?

Trailer
www.youtube.com/watch?v=Q_MIMaUS5XE


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Um texto de Igor C. Bersan

Eastbound and Down a melhor série de comédia da TV

Em 2004 foi lançada a série america Lost, dirigida por J.J. Abrams e que seguia a vida dos sobreviventes de uma acidente aéreo. A série foi um marco para uma nova produção na TV norteamericana, com filmagem mais próxima do cinema e uma narrativa baseada em flashfoward e flashback, foi o pontapé para que produtores se sentissem estimulados em investir nesse seguimento. Após o fim de Lost, uma avalanche de séries boas vem surgindo a cada ano, ou seria melhor dizer, semestre na TV.

Nunca fui de assistir série de TV, mas tenho que confessar que tem muita coisa boa rolando e para compartilhar um pouco desse universo com vocês, irei indicar algumas séries que assisto ou que assisti.

Duas coisas devem ser ditas antes de qualquer coisa sobre séries de TV. A primeira é que nunca desista até no mínimo a metada da primeira temporada, normalmente esse tempo é para apresentar o universo dos personagens, algumas séries levam praticamente toda a primeira temporada para fazer isso. A segunda coisa é que é um passatempo interessante quando se tem pouco tempo, no final da noite antes de dormir, para relaxar ou esperar o sono chegar, tem série para todos os gostos e com durações variadas, Bored To Death tinha apenas 12 minutos cada episódio.

Hoje quero apresentar a série de comédia mais chacota da TV, Eastbound & Down é uma série pastelão, protagonizada por Danny McBride (Kenny Powers), que interpreta um grande jogador de beisebol e que derrepente se torna um fracasso em campo, o problema é que Kenny Powers é o típico cara idiota que se acha o maioral, totalmente sem noção e retardado. Diria sem dúvida alguma ser Kenny Powers uma mistura de Stifler (American Pie) com Cheech & Chong.

Totalmente deslocado da realidade o personogem usa drogas em excesso, tira sarro com a cara de todo mundo, fala palavrão aos montes, além de achar que todos devem servi-lo, o pior é que ele sempre encontra um idiota para cumprir essa função.

A série é rapidinha, tem apenas 28 minutos cada episódio, mas vale muito a pena ver, é um besteirol que tem até uns conflitos interessantes do personagem, tem atuações magníficas, como por exemploWill Ferrell (Ashley Schaeffer) que interpreta um rival do Kenny, só que Schaeffer tem dinheiro e é bem sucedido, mas, completamente alucinado, tem também o braço direito do protagonista e que tudo que ele queria na vida era ser igual ao Kenny “Fucking” Powers, interpretado por Steve Little (Stevie Janowski). Protagonizam momentos hilários na terceira temporada esses dois personagens.

A série é produzida por Will Ferrel e pelo próprio Adam McBride, teve iníco em 15 de fevereiro de 2009 e é do canal HBO, que sempre está produzindo grandes séries de TV. Atualmente está na 4 temporada.

Confiram uma prévia de cada temporada.

1ª Temporada

2 ª Temporada

http://www.imdb.com/video/imdb/vi999098649/

3 ª Temporada

4ª  Temporada

Por: Igor C. Bersan

Hannibal – Série de TV

Em 1991 Anthony Hopkins (Dr. Hannibal Lecter) e Jodie Foster (Clarice Starling) estariam presentes no filme de psicopata mais assistido e cultuado das últimas duas décadas, O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs), filme este que traria das páginas dos romances de Thomas Harris aquele que seria o canibal mais conhecido e cultuado, Dr. Hannibal Lecter.

Interpretado de maneira magistral por Sir Anthony Hopkins e dirigido com brilhantismo por Jonatham Demme o filme hoje é considerado cult, está na lista de praticamente todo cinéfilo como um dos melhores filmes, ganhou vários prêmios e como não poderia deixar de ser teve várias continuações, embora não tenham o mesmo charme do filme em questão.

Passados 22 anos desde esse lançamento, o canal de Tv por assinatura AXN transmite toda terça-feira as 22:00h uma série inspirada neste mesmo psicopata, intitulada “Hannibal”

Inspirada no primeiro romance de Harris, a série mostra o atualmente professor Will Graham (Hugh Dancy), ex-detetive de homicídios, que por seu problemas emocionais e de relacionamentos resolve investir na carreira acadêmica.

Além de um excelente perito, Will Graham também possui uma capacidade sensitiva capaz de fazer com que o mesmo veja ou se sinta  como o psicopata. Essa capacidade faz com que ele seja convocado novamente a trabalhar em campo. Entra então em cena o nosso querido Dr. Hannibal Lecter, interpretado por Mads Mikkelsen e que passa a ajudar Graham definindo o perfil psicológico dos criminosos.

Esse é o mote para o argumento da série. A qualidade da série é muito boa, com uma palheta de cor agradável, principalmente nas visões de Graham, diálogos inteligentes, interpretações seguras.

Não da para dizer muito, pois até agora só foram dois episódios, mas tudo indica que será uma série muito boa.

Igor C. Bersan

Bates Motel

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Estreou ontem nos Estados Unidos a série Bates Motel, com recorde de audiência do canal, 1.6 milhões de pessoas assistiram a este episódio piloto. Para quem ainda não sabe do que se trata, Bates Motel é uma série de TV que serve de prelúdio para o filme Psicose, dirigido em 1960 por Alfred Hitchcock, a série é transmitida pelo canal A&E.

Assisti ao episódio e achei muito interessante, direção segura, fotografia e qualidade em se tratando de série também não deixa nada a desejar, atuações consistentes e por fim uma narrativa que sustenta a obsessão da mãe pelo filho Norman, costurando de maneira realista e adequada para que se leve a um final que transforme o ingênio e pacato Norman Bates no assassino do filme Psicose.

Igor C. Bersan