Exposição de Grafitti e Tattoo em BH / MG.

Tatuagem e graffiti são artes milenares. Percorreram um longo e tortuoso caminho, no transcorrer da história humana, através dos séculos. Um caminho marcado por mitos, mistérios, tabus e ousadia.

A tatuagem outrora associada a pessoas de caráter duvidoso, o graffiti que já foi usado como forma de protesto, incorporados ao estilo de vida pós moderno, atualmente, gozam de status absolutamente distintos.

Controvérsias a parte, é inegável que dão um colorido todo especial ao dia a dia cinzento e impessoal das grandes metrópoles globais, uma caveira mexicana na perna daquela garota estilosa que chamou sua atenção entre outdoors e anúncios de toda sorte; um cenário multicolorido com personagens fantásticos naquele muro que você percebeu entre um engarrafamento e outro.

A arte esta nas ruas. A arte esta nas pessoas.

Fazendo um pequeno recorte desse universo inesgotável, nesse caso, focando em tatuadores e grafiteiros atuantes em Belo Horizonte e adjacências, surge a proposta da exposição “Stone Garden” reunindo novos e renomados talentos dessas artes urbanas, para trocar idéias e experiências, explorar novas possibilidades artísticas e fortalecer a cena local. Convidamos apreciadores e público em geral para desfrutar de um projeto inovador por essas bandas.

Sendo assim, sejam todos bem vindos à primeira edição “Stone Garden 2013”.

Aprecie sem moderação.

Guilherme Maizena
Tatuador e grafiteiro

A exposição acontecerá no dia 12/04/2013 na Real Vandall Grafitti no edifício Maletta apartir de 20 hr.

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Set-List Show do The Cure

Set-List Show do The Cure

SET LIST – THE CURE – RIO DE JANEIRO 04/04/2013
1 – OPEN
2 – HIGH
3 – THE END OF THE WORLD
4 – LOVESONG
5 – PUSH
6 – INBETWEEN DAYS
7 – JUST LIKE HEAVEN
8 – FROM THE EDGE OF THE DEEP GREEN SEA
9 – PICTURES OF YOU
10 – LULLABY
11 – FASCINATION STREET
12 – SLEEP WHEN I’M DEAD
13 – PLAY FOR TODAY
14 – A FOREST
15 – BANANAFISHBONES
16 – SHAKE DOG SHAKE
17 – CHARLOTTE SOMETIMES
18 – THE WALK
19 – MINT CAR
20 – FRIDAY I’M IN LOVE
21 – DOING THE UNSTUCK
22 – TRUST
23 – WANT
24 – THE HUNGRY GHOST
25 – WRONG NUMBER
26 – ONE HUNDRED YEARS
27 – END
*Sujeito a alterações:
Encore 1 approx. 17 mins
28 – THE KISS
29 – IF ONLY TONIGHT WE COULD SLEEP
30 – FIGHT
Encore 2 – approx. ???mins
31 – PLAINSONG
32 – PRAYERS FOR RAIN
33 – DISITEGRATION
Encore 3 – approx. 9 mins
34 – THE SAME DEEP WATER AS YOU
Encore 4 – approx. ??? mins
35 – COLD
36 – A STRANGE DAY
37 – THE HANGING GARDEN
Encore 5 – approx. 27 mins
38 – DRESSING UP
39 – THE LOVECATS
40 – THE CATERPILLAR
41 – CLOSE TO ME
42 – HOT HOT HOT!!!
43 – LET’S GO TO BED
44 – WHY CAN’T I BE YOU
45 – BOYS DON’T CRY
46 – 10:15 SATURDAY NIGHT
47 – KILLING ANOTHER

Exposição do Fotógrafo Sebastião Salgado em BH

“Minha esperança é que, como indivíduos, como grupos, como sociedades, possamos parar e refletir sobre a condição humana na virada do milênio. Mais do que nunca, sinto que a espécie humana é uma só. Há diferenças de cor, de idioma, de cultura e de oportunidades, mas os sentimentos e as reações das pessoas se parecem muito. Talvez nossa reflexão deva começar por aí. Temos a chave do futuro da humanidade, mas para poder usá-la temos de compreender o presente. Estas fotografias mostram parte desse presente. Não podemos nos permitir desviar os olhos.”
(Sebastião Salgado; trechos de Êxodos)

A Fundação Municipal de Cultura inaugura no dia 28 a exposição “Sebastião Salgado: fotografia comprometida”, uma mostra itinerante que já passou por três Centros Culturais da FMC e agora chega ao Centro Cultural Lagoa do Nado. A exposição conta com dez imagens do famoso fotógrafo mineiro, conhecido por sua maneira única de retratar o cotidiano dos povos excluídos.

A Exposição do Sebastião Salgado estará no CCLN, do dia 28/03 a 14/04, no Espaço Multimeios “Mestre Orlando”, que funciona de terça a domingo, de 10h às 17h.

Sobre a exposição e fotografo:

As fotos que compõe a presente exposição fazem parte de três diferentes livros: Trabalhadores (1996), Terra (1997) e Êxodos (2000). Elas contam, de certo modo, a história dos tempos atuais; o foco é o ser humano, na relação consigo, com os outros e com os locais que habita ou de/para onde se desloca. Contemplam, assim, culturas diversas; são fios para tecer o tecido da memória, numa perspectiva humanística.

Sebastião Salgado, mineiro de Aimorés, radicado atualmente na França, é um fotógrafo renomado, respeitado pelo seu trabalho jornalístico e artístico. Sua obra impactante e engajada procura dar visibilidade às situações extremas nas quais vivem parte da população mundial, comprometendo-se em observar a condição humana, independentemente do contexto, lugar ou época. Essa fotografia humanista tem causado admiração, e também gerado polêmica; especula-se que as imagens de Salgado, fruto de grande sensibilidade estética, promovem justamente uma estetização da miséria, e quais seriam as implicações éticas disso. Polêmicas a parte, é inquestionável a importância e a qualidade do trabalho por ele desenvolvido.

Coal-Mine_India

Raras fotos do alto das Piramides do Egito

Fotógrafos Russos furaram a segurança de uma das 7 maravilhas do mundo , escalaram as Pirâmides e fizeram várias fotos de lá até o por do sol, esta infração resultou em belíssimas fotografias que nos dá um,a outra visão daquele sítio arqueológico.

Fotos: Vitally Raskalov

 Raras fotos do alto das Piramides do Egito

Fotografia: Boris Kossoy

As imagens do fotógrafo Boris Kossoy vivem do mistério. Enquanto descrevem o real, de forma até brutalmente clara, elas ao mesmo tempo apontam para o que a realidade esconde. Por exemplo, Kossoy vê a calçada estática à primeira vista, porém um segundo olhar do observador notará a lata de lixo em estranho equilíbrio, a revelar que a rua descrita pelo fotógrafo é, em verdade, não usual, mas inquietante. Das imagens do artista, como das 36 apresentadas na exposição retrospectiva Busca-me, sempre emergem esta ânsia e este jogo.

Para além do que se vê. A Clínica, da série Viagem pelo Fantástico (1971)
E não somente suas fotografias de intenso clima parecem lutar entre tais pontos, o real e o irreal, como a própria personalidade fotográfica do artista convive com dois fazeres aparentemente inconciliáveis. Artista pioneiro a inserir a surrealidade nas imagens, fisicamente incorporando a elas objetos e bonecos, como em Viagem pelo Fantástico, de 1971, Boris Kossoy reserva–se, ainda mais, o prazer de descrevê-las e interpretá-las. Ele também é o grande historiador da fotografia, atualmente o curador da extensiva exposição Um Olhar Sobre o Brasil, que depois de temporada aulistana permanece no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro até 7 de abril.

Desde a infância, filho único de um segundo casamento de seus pais, e até nestes dias, em muitas de suas viagens pelo mundo, tendo obtido do Ministério da Cultura e da Comunicação da França a condecoração de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, Kossoy, de 71 anos, está atrás do extraordinário que há nos fatos, como fazem o artista e o historiador. As fotografias, ele diz, inesperadamente lhe acontecem. Passeia por Viena e diante dele, no cartaz de rua, está a figura mefistofélica que no ano anterior percebera insinuar- -se na televisão de seu quarto no Rio de Janeiro. Busca-me, mas eu já terei me procurado antes, é como se suas fotos desafiassem dizer.

Texto: Rosane Pavam
Fonte: Carta Capital

Fotografia: Boris Kossoy