Autofotografias de Ulorin Vex

A revista infelizmente está em dívida com o universo da moda, mais por falta de ter alguém com conhecimento no assunto. Espero que no futuro possamos remediar isso.

Enquanto esse dia não chega, podemos ir apreciando trabalhos que podem nos inspirar. Conheçam os auto retratos da fotografa estadunidense Christiane, conhecido como Ulorin Vex, suas fotografias estão inseridas no universo do editoral de moda, com uma palheta de cores e roupas muito bem selecionadas.

Uma dica é visitar o site da artista e ir no menu links, se você gosta de moda, é estilista , se interessou pessoalmente ou para fins comerciais, poderá visitar o site das lojas que fazem roupas ou acessórios que são usados nas fotografias por Chistiane.

Perfil no Deviant Art: http://ulorinvex.deviantart.com/
S
ite Oficial – http://www.ulorinvex.com/

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Exposição do Fotógrafo Sebastião Salgado em BH

“Minha esperança é que, como indivíduos, como grupos, como sociedades, possamos parar e refletir sobre a condição humana na virada do milênio. Mais do que nunca, sinto que a espécie humana é uma só. Há diferenças de cor, de idioma, de cultura e de oportunidades, mas os sentimentos e as reações das pessoas se parecem muito. Talvez nossa reflexão deva começar por aí. Temos a chave do futuro da humanidade, mas para poder usá-la temos de compreender o presente. Estas fotografias mostram parte desse presente. Não podemos nos permitir desviar os olhos.”
(Sebastião Salgado; trechos de Êxodos)

A Fundação Municipal de Cultura inaugura no dia 28 a exposição “Sebastião Salgado: fotografia comprometida”, uma mostra itinerante que já passou por três Centros Culturais da FMC e agora chega ao Centro Cultural Lagoa do Nado. A exposição conta com dez imagens do famoso fotógrafo mineiro, conhecido por sua maneira única de retratar o cotidiano dos povos excluídos.

A Exposição do Sebastião Salgado estará no CCLN, do dia 28/03 a 14/04, no Espaço Multimeios “Mestre Orlando”, que funciona de terça a domingo, de 10h às 17h.

Sobre a exposição e fotografo:

As fotos que compõe a presente exposição fazem parte de três diferentes livros: Trabalhadores (1996), Terra (1997) e Êxodos (2000). Elas contam, de certo modo, a história dos tempos atuais; o foco é o ser humano, na relação consigo, com os outros e com os locais que habita ou de/para onde se desloca. Contemplam, assim, culturas diversas; são fios para tecer o tecido da memória, numa perspectiva humanística.

Sebastião Salgado, mineiro de Aimorés, radicado atualmente na França, é um fotógrafo renomado, respeitado pelo seu trabalho jornalístico e artístico. Sua obra impactante e engajada procura dar visibilidade às situações extremas nas quais vivem parte da população mundial, comprometendo-se em observar a condição humana, independentemente do contexto, lugar ou época. Essa fotografia humanista tem causado admiração, e também gerado polêmica; especula-se que as imagens de Salgado, fruto de grande sensibilidade estética, promovem justamente uma estetização da miséria, e quais seriam as implicações éticas disso. Polêmicas a parte, é inquestionável a importância e a qualidade do trabalho por ele desenvolvido.

Coal-Mine_India

Daikichi Amano

Daikichi Amano é um fotografo nascido na cidade de Tóquio em 1973, estudou arte nos Estados Unidos retornando posteriormente para o Japão.

Se tem uma coisa que os japoneses são bons pode se dizer que é a bizarrice. No caso do Daikichi a mistura de seres marinhos com uma especial obsessão para o polvo, faz do trabalho do artista algo verdadeiramente estranho.

Para conhecer mais acesse o site oficial. (http://www.daikichiamano.com/)

Conheça as belezas do Rio de janeiro neste lindo video produzido pelo estúdio MOOV

Incrível Video da Cidade do Rio de Janeiro produzido pelo Estúdio MOOV, com técnicas de Time lapse, Slow motion, Rails and Motion e Hiper Lapse…. Brilhante Trabalho, confira!

Fotografia: Boris Kossoy

As imagens do fotógrafo Boris Kossoy vivem do mistério. Enquanto descrevem o real, de forma até brutalmente clara, elas ao mesmo tempo apontam para o que a realidade esconde. Por exemplo, Kossoy vê a calçada estática à primeira vista, porém um segundo olhar do observador notará a lata de lixo em estranho equilíbrio, a revelar que a rua descrita pelo fotógrafo é, em verdade, não usual, mas inquietante. Das imagens do artista, como das 36 apresentadas na exposição retrospectiva Busca-me, sempre emergem esta ânsia e este jogo.

Para além do que se vê. A Clínica, da série Viagem pelo Fantástico (1971)
E não somente suas fotografias de intenso clima parecem lutar entre tais pontos, o real e o irreal, como a própria personalidade fotográfica do artista convive com dois fazeres aparentemente inconciliáveis. Artista pioneiro a inserir a surrealidade nas imagens, fisicamente incorporando a elas objetos e bonecos, como em Viagem pelo Fantástico, de 1971, Boris Kossoy reserva–se, ainda mais, o prazer de descrevê-las e interpretá-las. Ele também é o grande historiador da fotografia, atualmente o curador da extensiva exposição Um Olhar Sobre o Brasil, que depois de temporada aulistana permanece no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro até 7 de abril.

Desde a infância, filho único de um segundo casamento de seus pais, e até nestes dias, em muitas de suas viagens pelo mundo, tendo obtido do Ministério da Cultura e da Comunicação da França a condecoração de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, Kossoy, de 71 anos, está atrás do extraordinário que há nos fatos, como fazem o artista e o historiador. As fotografias, ele diz, inesperadamente lhe acontecem. Passeia por Viena e diante dele, no cartaz de rua, está a figura mefistofélica que no ano anterior percebera insinuar- -se na televisão de seu quarto no Rio de Janeiro. Busca-me, mas eu já terei me procurado antes, é como se suas fotos desafiassem dizer.

Texto: Rosane Pavam
Fonte: Carta Capital

Fotografia: Boris Kossoy