Barcode Stoned Drivers – Private Pandemonium (Resenha)

Banda: Barcode Stoned Drivers
Título: Private Pandemonium
Gênero: Rock’n’Roll/Southern Rock/Stoner Rock
Origem: Brasil
Data do lançamento: janeiro de 2017
Gravadora: independente

O gênero “stoner rock” desde seu início gera discussões sobre o que é ou não stoner. São tantas bandas, com influências diversas que se apresentam nesta cena que se torna um trabalho hercúleo tentar classificar alguma banda como stoner rock. Classificação de gêneros musicais é muito útil para quem escreve, pois é uma forma de tentar agrupar sonoridades similares e o leitor poder abstrair e mentalmente por associação tentar entender como seria a música de uma dada banda.

Após a explosão que a cena stoner/doom teve no últimos anos, se faz necessário começar a criar subgêneros para tentar agrupar as diferentes sonoridades. Por mais que a maioria de público e bandas não gostem de rotular, as vezes é preciso, pelo menos para quem divulga conteúdo.

Seja como for, uma banda nacional que vem despontando com uma musicalidade diversificada e contribuindo para expandir a cena stoner nacional é a Barcode Stoned Drivers. Na verdade não é uma banda, mas um projeto musical do músico paranaense Paul Dini, uma vez que todos os instrumentos e a composição do álbum foi realizada pelo mesmo.

O músico é de Curitiba e a musicalidade proposta por ele flerta com vários gêneros, de influências setentistas, passando pelo grunge e o rock alternativo dos anos 90, algo que remete nos vocais a um southern rock, até a capa traz uma ideia do gênero ou um folk, além claro do stoner rock, mas aquele stoner mais para as bandas norte-americanas dos anos 90, uma pegada mais rock’n’roll, uma coisa mais Kyuss, Queens… e etc.

“Private Pandemonium” é um álbum que vai em um crescente de intensidade, começa com  a música “Pandemonium Pt. 1”, que se imagina vir um álbum de southern rock ou um folk rock interessante, funcionando muito bem para instigar o ouvinte e funciona como introdução de um álbum.

Na sequência vamos com “I’m Neurotic”, música que tem uma naturaza mais pop, surprendendo talvez o ouvinte, de um possível southern rock, temos agora uma música cheia de energia e alternativa. A música já apresenta uma composição de guitarra e baixo bem executada e que irá até o final do álbum. Uma boa música para animar a galera em uma apresentação ao vivo.

Mas Paul Dini estava mesmo disposto a diversificar e em “Panic Attack”, mantém algumas referências da música anterior e explora um pouco mais o rock alternativo, principalmente no vocal. Por ser tudo realizado por uma única pessoa o disco é bem estruturado na organização musical, flui bem em sua proposta.

O disco segue com “Stoner Love”, que já me traz novamente alguma coisa que lembra o southern rock, porém os vocais remetem um pouco ao grunge. Voltamos novamente para uma abordagem um pouco mais pop, mais acessível eu poderia dizer, tanto “Stoner Love” quanto “I’m Neurotic”, parecem querer dizer: Vamos nos divertir… curtir simplesmente a música e deixar tudo de lado.

“Free Me” possivelmente é a música mais influênciada pelo rock alternativo do álbum, tanto na construção da bateria, que apesar de ser programada, funciona muito bem no disco, quanto na guitarra, que faz referência a várias bandas, ouçam e percebam, não justifica ficar aqui fazendo uma lista de possíveis bandas que influênciam o músico.

Chegamos então a “Politicians” e “Two Millions Dogs”, as músicas que mais gosto no álbum. Começam com energia total e tem bases de guitarra muito boas, possivelmente a música mais rápida do álbum é “Politicians”. Isso é interessante, pois a cena se inspira tanto no doom tradicional ou no hardrock/heavy psych setentista, mas em “Private Pandemonium” o doom inexiste e o rock setentista está de uma forma presente, mas não é aquela coisa tão forte. “Two Millions Dogs” pode até ser confundida com a intenção de soar doom, mas somente por ser mais lenta que as outras. O negócio aqui é rock’n’roll mesmo.

O disco termina com “Mydriasis”, ja diminuindo novamente o rítmo e abrindo caminho para “Pandemonium Pt. 2”, finalizando o ciclo iniciado com sua contraparte “Pandemonium Pt. 1”.

Como últimas palavras, posso dizer que o disco no geral é bem realizado, as músicas são interessantes e para nós da Extravaganza que não somos dedicados a um gênero em específico ou nos pautamos por produzir conteúdo para uma dada cena, é muito bom que a cena nacional se diversifique. Cada um tem um gosto diferente, cada um se influência por bandas e gêneros diferentes e é preciso respeitar o espaço de cada um, até mesmo sabendo que o stoner rock nunca foi uma cena cheia de radicalismos, embora nos últimos anos apareçam alguns que tantam fazer com que um aspecto musical ou outro seja o ideial do gênero. Como dito no inicio desse texto, nunca ouve uma definição exata para a sonoridade que define o “stoner rock”, já bebeu na água do punk rock, do grunge, so rock setentista, do doom tradicional, do southern rock e tantos outros.

E outra coisa que irei dar maior destaque aqui na Extravaganza é o fato da banda ter um site, é importante organizar a informação, de maneira que o acesso  seja fácil para qualquer um que busque na internet. Antes de ficar reclamando do cenário nacional, das dificuldade, é começar a movimentar no sentido de construir um cenário organizado e constantemente produtivo. Apoiar uns aos outros e quem tiver conhecimento técnico trabalhar em desenvolver soluções.

Para saber mais confira os canais da banda:

Site oficial
Facebook
Youtube
Soundcloud
Spotify

um texto de Igor C. Bersan

 

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5 Foliões para o seu carnaval!

O feriado é longo, vai até quarta-feira as 12:00h, dá para ouvir muita coisa, então, aqui é sem marchinha ou bloquinhos. Na Extravaganza não tem frescura. Põe a carne para assar na churrasqueria, chama os amigos, gela a birita e dá um play no som e curta um carnaval diferente, com boas companhias, que nós ajudamos vocês a harmonizar o feriado.

O ano praticamente começou e já temos alguns álbuns muito bons lanaçados, para atualizar e contribuir para o carnaval dos não amantes da baderna, vamos disponibilizar aqui 5 destes lançamentos para ninguém botar defeito.

Não irei delongar muito nos álbuns, mesmo porque ainda não ouvi com tanta dedicação todos eles, para falar com maiores propriedades.

Aumenta o som e bora curtir o nosso carnaval.

Carahter – TVRVØ (2017)

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A banda mineira Carahter, que se não me engano não gravava um disco a 15 anos retorna com TVRVØ. O disco está muito bom, com sua mistura de harcore, metalcore e post-hardcore, mantendo as características da banda quando do seu interrompimento em 2005. O que importa é que o som é muito bom e caracteriza os mineiros como uma das melhores apostas do gênero no cenário nacional.

Lunar Funeral – Sex On A Grave (2017)

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Gostei bastante desse álbum, não que seja algo original e inovador, mas é tão bom quando ouvimos algo divulgado em um meio, mas que foge mesmo que brevemente dos padrões estabelecidos. A primeira música “Indian’s Death” poderia ser uma música do Nick Cave, King Dude ou qualquer outra banda alternativa por ai. Se fosse todo nessa pegada musical não seria nada mal, mas eles seguem adiante com um misto de doom e stoner, mas cuja influência blues, dá forma como é tocada aqui, dá um toque diferenciado a sonoridade. Nada daquelas sonoridades suecas, cheias de referências setentistas e de um blues rock massante, que por vez é interessante de se ouvir, mas quando todas as bandas parecem querer seguir por este caminho a coisa pode se tornar meio chata.

Rude – Remnants… (2017)

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Recente banda norte-americana, os Rude conseguiram criar um death metal old school lembrando bandas como Death, Autopsy e com influência das bandas suecas. “Remnants…” certamente vai agradar a galera mais velha, que curte um death metal a moda antiga. Já adiantando que estará na lista de melhores do ano. Até a capa do álbum me lembrou Dismember e Monstrosity.

Pyogenesis – A Kingdom to Disappear (2017)

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Os alemães Pyogenesis que se formaram lá nos finados anos 90, mais especificamente em 1991 e que começaram com um bom doom metal, sendo o EP “Ignis Criatio” um dos melhores trabalhos da banda, o qual eu recomendo para todos que curtam ou colecionem discos de doom metal. A banda foi mudando com o tempo a sua sonoridade, até que em 1997 já estavam bem distantes da sonoridade praticada no início e a banda começou sua jornda pelo alternative rock/pop punk.

Para quem não é apegado a gêneros e não liga muito para ouvir diversas vertentes sonoras, a banda continua bacana, buscando a sua música e “A Kingdom to Disappear” é mais um capítulo dessa jornada.

Dopelord – Children Of The Haze (2017)

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Os polonêses Dopelord mandando muito bem mais uma vez. Som pesado, arrastado e distorcido, para entortar a vida de qualquer um que adentrar esse mundo. Apesar de recente, tendo sido formada em 2010 e com apenas 3 álbuns na carreira, é certamente uma banda a ficar de olho, a cada disco lançado a banda evolui um pouco. Os álbuns seguem uma escala de qualidade a cada lançamento, portanto, “Children of the Haze” se torna o melhor álbum da banda.

Um texto de Igor C. Bersan

Para ouvir no carnaval

Para quem como eu é avesso a essa movimentação toda de carnaval, prefere ficar em casa, descansando ou curtindo um bom filme, série de TV ou música, vou fazer uma seleção de algumas obras que acho que vale a pena ouvir com calma.

Nesta primeira postagem vou indicar 5 álbuns mais antigos, não exatamente das décadas de 50, 60 e 70 como normalmente o pessoal gosta de definir como old school, mas vai ter albuns um pouco mais recentes, todos da década de 90. O título na imagem é mais para definir o conceito e porque eu particularmente considero clássicos. Se formos pensar temos gêneros mais extremos que começaram a se popularizar no final dos anos 80 e início dos ano 90, para tanto as primeiras bandas podem hoje ser consideradas clássicas para estes gêneros.

Farei também um esforço para colocar aqui álbuns não muito comuns de vermos sendo divulgados por ai, meio que esquecidos ou quem sabe até mesmo nunca divulgados na chamada “mídia especializada”.

Vamos lá, espero que seja proveitoso nesse carnaval.

Anubi – Kai Pilnaties Akis Uzmerks Mirtis (1997)

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Banda da Lituânia, formada em 1992 e que muita gente não conheceu. Bem obscura. Só gravaram um álbum de estúdio, “Kai Pilnaties Akis Uzmerks Mirtis”, lançado em 1997 e já nesta época os caras faziam um avant-garde black metal, para ninguém dizer que isso é coisa de bandas moderninhas. Não, a coisa é mais velha do que se imagina, o problema é que tem muita gente que tem preguiça de conhecer sons novos ou ficam ouvindo conversa fiada dos outros e se tornam metidos a radicais, passam anos ouvindo somente as mesmas bandas e se fecham para tudo que é novo e diferente do habitual, mas cada um tem o direito de fazer o que quiser com a própria vida, então, viva a diversidade. O bom é que se você não pensa dessa forma, a Extravaganza,  sempre estará aqui para te ajudar a encontrar umas bandas fora da caixa.

Pela originalidade na época, por ser de um país sem muita tradição na música extrema e principalmente por ser um disco raro, recomendo para todos a audição ou mesmo para quem curte conhecer um pouco mais do que rolou na história da música.

Plasma Pool – Drowning (1999)

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Pois é senhoras e senhores, pasmem, mas essa banda é de ninguém menos, ninguém mais que Attila Csihar, esse mesmo que estão pensando, daquela banda de black metal clássica chamada Mayhem. O som é um EMB/Industrial bacanudo, com o caracteristico vocal meio no estilo do Mayhem e é o melhor dos três álbuns gravados pela banda. Plasma Poll me lembra muito um projeto de eletro alemão chamado Warning, procurem ai na internet, tem esse tipo de vocal do Attila, possivelmente uma referência para este. Os Warning inclusive foram coverizado por outra banda de metal, os austríacos Pungent Stench, lá em 1999, quando lançaram o EP “Dirty Rhymes and Psychotronic Beats”, mais um prova de que o radicalismo sempre existiu na cabeça de algumas pessoas e por interesse pessoal das mesmas.

O genero EBM/Industrial tem muitos álbuns interessantes, mas para quem curte o gênero um disco que eu acho que vale a pena ter na coleção é “Drowning”, pela música e por tudo que envolve a banda. Sempre que você ver um radical tentando te convercer a ser radical, apresente para ele esse álbum e questione porque o Attila pode ouvir e tocar em bandas de sonoridades diferente e você não.

Obs.: Vá até a página do youtube para ouvir todo o álbum, tem dispositivos móveis que não continuam a lista automaticamente e eu não achei o álbum em um vídeo único, apenas como playlist.

Pentacrostic – The Pain Tears (1992)

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Banda paulista, formada na cidade de Osasco e que me acompanhou por muito tempo na década de 90. Na minha opinião, um dos melhores álbuns de death/doom metal nacional. As novas gerações que quiserem conhecer um pouco mais do que rolou no passado e que hoje se vê divulgar pouco, pode começar por este álbum e se servir de conselho, procurem que tem muita banda boa, com discos excelentes. Os Pentacrostic ainda continuam em atividade, tendo gravado seu último álbum em 2014 com o título de “Emanation from the Grave”. “The Pain Tears” é uma obra prima do metal nacional e deve constar na coleção de qualquer um que se diga metalhead ou headbanger.

Sublime – Sublime (1996)

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Todo mundo neste planeta já ouviu alguma vez os californianos Sublime, mesmo que involuntariamente, quem ai nunca ouviu a música intitulada “Santeria” que atire a primeira pedra. Tocou exaustivamente nas rádios na década de 90, ainda ouço em algumas propagandas e programas de rádio cuja programação é voltada para músicas mais antigas. O interessante é que tem muita gente que conhece a música citada, mas nunca ouviu o álbum todo, que tem na sua musicalidade elementos de reggae, ska, punk rock e até mesmo de um hip hop, embora este bem mais modesto.

O álbum “Sublime” foi lançado em 1996 e é por mim considerado o melhor trabalho da banda, que infelizmente terminou após a morte do vocalista. Seus integrantes retornaram recentemente com o nome de “Sublime With Rome”, não é a mesma coisa, principalmente porque uma coisa que o antigo sublime tinha e não é mais possível, era exatamente o vocalista Bradley Nowell, que morreu de overdose pouco depois do lançamento deste álbum.

Possivelmente o melhor álbum a fundir rock com reggae dos anos 90. Se você é dos que ouviram somente a música “Santeria”, está na hora de corrigir esse erro, mesmo porque está música nem é a melhor do álbum, todo o disco é muito bom.

The Exploited – Troops of Tomorrow (1982)

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Esse vai para as novas gerações que só escutam metalcore, punk rock alá Green Day, Blink 182 e Offspring. Não tenho nada contra essas bandas, inclusive até aprecio a primeira fase dos Green Day e do Offspring, embora tenha que confessar que Blink 182 eu considere simplesmente uma tremenda porcaria. Mas eu entendo que são abordagens diferentes dentro do punk, mas assim como no metal ou qualquer outro gênero eu procuro incentivar ase as pessoas a abrirem a mente e ouvir as diversos gêneros musicais ou mesmo os diversos subgêneros, por isso indico para o pessoal que nunca ouviu bandas como os britânicos “The Exploited”. Inclusive é uma das minhas preferidas e hoje e tenho uma percepção que esses álbuns mais antigos da banda parecem ter caído no esquecimento.

“Troops of Tomorrow” foi lançado em 1982, sendo uma banda com um reconhecimento muito grande aqui no Brasil, sempre vejo alguém com camiseta pelas ruas ou mesmo em lojas especilizadas.

A máxima continua valendo sempre, “Punks Not Dead” e Fuck USA.

Um texto de Igor C. Bersan

Melhores álbuns nacionais de 2016

30 bandas nacionais que eu ouvi com um pouco mais de calma neste corrido ano de 2016. Infelizmente um pouco atrasado, mas está ai, espero que todos curtam, acompanhem as bandas e incentivem as diversas cenas nacionais, esse é o nosso lema.

Gostaria de ter escutados mais discos nacionais com a mesma calma que estes, mas infelizemnte o tempo as vezes não permite, nem todas as bandas me chegam a tempo, mas assim que for descobrindo novas bandas e novos discos, aos poucos vamos postando por aqui.

Sigamos em frente e 2017 tem muita coisa nova para rolar aqui na Extravaganza. Acompanhem!

Valeu galera e vamos ver o que 2017 nos reserva.

Link para leitura no Issuu
http://bit.ly/2lCQ8Q8

Link para download Mediafire
http://bit.ly/2lHRdlI

Queens of noise, coletânea que abraça o lado feminino do rock nacional

Com a evolução das tecnologias e o advento da internet, muitos passaram a ter voz. Das conversas restritas a grupos de amigos isolados em diversas partes do mundo, plataformas como wordpress, blogger e youtube proporcionaram que esses grupos se expandissem e passassem a divulgar suas ideologias, crenças e formas de protestos, podendo assim ampliar a discussão entre esses mesmos grupos e até mesmo atingir vários outros grupos com seus conteúdos. São vários os blogs, sites, vlogers e canais no youtube a representar alguma ideologia que repercute discussões de âmbito social.

Um desses blogs, o “Bull in the Heather”, abraçou a causa do “feminismo”, e aqui eu coloco entre aspas, pois, não sei exatamente se apoiam o movimento feminista, mas, a temática central de suas postagens são a presença das mulheres, notadamente na música.

É assim que no início do ano lançam uma coletânea dividida em 2 volumes, cujo foco principal é a presença de pelo menos uma mulher em cada banda integrande da compilação. São ao todo 34 bandas nacionais, sendo que os álbuns são divididos com o título de “Iara” e “Nina”. Os nomes fazem homenagens a figuras índigenas brasileiras. Nina significando menina, graciosa e protetora da fertilidade e mares, já Iara, deusa das águas, mãe d’água e lenda da mulher que mora no fundo dos rios.

Eu não vou fazer uma resenha música a música, para o texto não ficar muito longo, mas todas as bandas são boas, alguns gêneros eu não gosto muito, não tenho o hábito de ouvir com frequência, mas acredito pelo que acompanho de música, que as pessoas que curtem, vão gostar.

“Nina” é a parte mais variada, diversos gêneros musicais e influências se misturam nas 20 bandas presentes. Indie, alternativo, rock de garagem, new wave, pop-rock, tropicalista, eletrônico, surf music e influências psicodélicas fazem deste volume algo mais interessante, pelo menos ao meu ouvido, gostei mais da variedade apresentada aqui. Até mesmo porque os gêneros que eu não gosto estão mais presentes no outro disco.

Algumas bandas já foram apresentadas aqui, mas meu destaque fica por conta de “Angoulême” da Metá Metá, “Princesa” da Carne Seca, que tem uma pegada psicodélica, “Bunch of Lies” da BRVNKS, com seu alternative rock de contornos garage rock e “Electrosphere” da Firefriend, que me lembrou umas loucuras setentistas do krautrock.

As bandas presentes são:

Autoramas / Baleia / BRVNKS / Camila Garófalo / Carne Doce / Chico de Barro / Def / Firefriend / Footstep Surf Music Band / Hierofante Púrpura / In Venus / Lari Pádua / Letty / Metá Metá / PAPISA / Quarup / Sammliz / The Shorts / Ventre / Xôõ

“Iara” eu achei um pouco mais cansativo ouvir, possivelmente uma questão pessoal, tem alguns tipos de vocais que eu particularmente acho que não combinam muito com o som ou a sonoridade sendo cantada com vocal feminino, mas não compromete a qualidade da coletânea, como eu disse é uma questão de gosto pessoal. É importante que se ouça e tire as proprias conclusões, já que cada um tem um gosto particular para música. Aqui o peso e o metal se fazem mais presente, e assim como “Nina” são vários gêneros e influências que vão do death metal, hardcore, heavy metal, thrash, punk, hard rock, música medieval e pagan-folk metal.

Os destaques ficam por conta de “Ipredu” da Arandu Arakuaa, “Por la Libertad” da She Hoos Go, “Douce Dame Jolie (Guillaume de Machaut c. 1300 -1377)” da Duo Arcanum e “God Save the Rock’n’Roll” da Electric Madness.

As bandas são:

Aline Dríade / Anfear / Arandu Arakuaa / BrightStorm  / Chancho / Dixie Heaven / Duo Arcanum / Electric Madness / Hatefulmurder / Indiscipline / Manger Cadavre? / Scatha / She Hoos Go / Sixxen  

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Efusiva e PWR Records, os dois com o foco de fortalecer a produção musical feminina.

Da para curtir e conhecer muito da produção nacional e quem curte, compartilhe, divulgue e ajude a fortalecer a música e as bandas nacionais. Os links e maiores informações estão presentes nos links abaixo.

Site: Bull in the Heather
Site: Queen of Noise
Efusiva: Facebook
PWR Records: Facebook

Um texto de Igor C. Bersan