Para ouvir no carnaval

Para quem como eu é avesso a essa movimentação toda de carnaval, prefere ficar em casa, descansando ou curtindo um bom filme, série de TV ou música, vou fazer uma seleção de algumas obras que acho que vale a pena ouvir com calma.

Nesta primeira postagem vou indicar 5 álbuns mais antigos, não exatamente das décadas de 50, 60 e 70 como normalmente o pessoal gosta de definir como old school, mas vai ter albuns um pouco mais recentes, todos da década de 90. O título na imagem é mais para definir o conceito e porque eu particularmente considero clássicos. Se formos pensar temos gêneros mais extremos que começaram a se popularizar no final dos anos 80 e início dos ano 90, para tanto as primeiras bandas podem hoje ser consideradas clássicas para estes gêneros.

Farei também um esforço para colocar aqui álbuns não muito comuns de vermos sendo divulgados por ai, meio que esquecidos ou quem sabe até mesmo nunca divulgados na chamada “mídia especializada”.

Vamos lá, espero que seja proveitoso nesse carnaval.

Anubi – Kai Pilnaties Akis Uzmerks Mirtis (1997)

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Banda da Lituânia, formada em 1992 e que muita gente não conheceu. Bem obscura. Só gravaram um álbum de estúdio, “Kai Pilnaties Akis Uzmerks Mirtis”, lançado em 1997 e já nesta época os caras faziam um avant-garde black metal, para ninguém dizer que isso é coisa de bandas moderninhas. Não, a coisa é mais velha do que se imagina, o problema é que tem muita gente que tem preguiça de conhecer sons novos ou ficam ouvindo conversa fiada dos outros e se tornam metidos a radicais, passam anos ouvindo somente as mesmas bandas e se fecham para tudo que é novo e diferente do habitual, mas cada um tem o direito de fazer o que quiser com a própria vida, então, viva a diversidade. O bom é que se você não pensa dessa forma, a Extravaganza,  sempre estará aqui para te ajudar a encontrar umas bandas fora da caixa.

Pela originalidade na época, por ser de um país sem muita tradição na música extrema e principalmente por ser um disco raro, recomendo para todos a audição ou mesmo para quem curte conhecer um pouco mais do que rolou na história da música.

Plasma Pool – Drowning (1999)

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Pois é senhoras e senhores, pasmem, mas essa banda é de ninguém menos, ninguém mais que Attila Csihar, esse mesmo que estão pensando, daquela banda de black metal clássica chamada Mayhem. O som é um EMB/Industrial bacanudo, com o caracteristico vocal meio no estilo do Mayhem e é o melhor dos três álbuns gravados pela banda. Plasma Poll me lembra muito um projeto de eletro alemão chamado Warning, procurem ai na internet, tem esse tipo de vocal do Attila, possivelmente uma referência para este. Os Warning inclusive foram coverizado por outra banda de metal, os austríacos Pungent Stench, lá em 1999, quando lançaram o EP “Dirty Rhymes and Psychotronic Beats”, mais um prova de que o radicalismo sempre existiu na cabeça de algumas pessoas e por interesse pessoal das mesmas.

O genero EBM/Industrial tem muitos álbuns interessantes, mas para quem curte o gênero um disco que eu acho que vale a pena ter na coleção é “Drowning”, pela música e por tudo que envolve a banda. Sempre que você ver um radical tentando te convercer a ser radical, apresente para ele esse álbum e questione porque o Attila pode ouvir e tocar em bandas de sonoridades diferente e você não.

Obs.: Vá até a página do youtube para ouvir todo o álbum, tem dispositivos móveis que não continuam a lista automaticamente e eu não achei o álbum em um vídeo único, apenas como playlist.

Pentacrostic – The Pain Tears (1992)

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Banda paulista, formada na cidade de Osasco e que me acompanhou por muito tempo na década de 90. Na minha opinião, um dos melhores álbuns de death/doom metal nacional. As novas gerações que quiserem conhecer um pouco mais do que rolou no passado e que hoje se vê divulgar pouco, pode começar por este álbum e se servir de conselho, procurem que tem muita banda boa, com discos excelentes. Os Pentacrostic ainda continuam em atividade, tendo gravado seu último álbum em 2014 com o título de “Emanation from the Grave”. “The Pain Tears” é uma obra prima do metal nacional e deve constar na coleção de qualquer um que se diga metalhead ou headbanger.

Sublime – Sublime (1996)

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Todo mundo neste planeta já ouviu alguma vez os californianos Sublime, mesmo que involuntariamente, quem ai nunca ouviu a música intitulada “Santeria” que atire a primeira pedra. Tocou exaustivamente nas rádios na década de 90, ainda ouço em algumas propagandas e programas de rádio cuja programação é voltada para músicas mais antigas. O interessante é que tem muita gente que conhece a música citada, mas nunca ouviu o álbum todo, que tem na sua musicalidade elementos de reggae, ska, punk rock e até mesmo de um hip hop, embora este bem mais modesto.

O álbum “Sublime” foi lançado em 1996 e é por mim considerado o melhor trabalho da banda, que infelizmente terminou após a morte do vocalista. Seus integrantes retornaram recentemente com o nome de “Sublime With Rome”, não é a mesma coisa, principalmente porque uma coisa que o antigo sublime tinha e não é mais possível, era exatamente o vocalista Bradley Nowell, que morreu de overdose pouco depois do lançamento deste álbum.

Possivelmente o melhor álbum a fundir rock com reggae dos anos 90. Se você é dos que ouviram somente a música “Santeria”, está na hora de corrigir esse erro, mesmo porque está música nem é a melhor do álbum, todo o disco é muito bom.

The Exploited – Troops of Tomorrow (1982)

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Esse vai para as novas gerações que só escutam metalcore, punk rock alá Green Day, Blink 182 e Offspring. Não tenho nada contra essas bandas, inclusive até aprecio a primeira fase dos Green Day e do Offspring, embora tenha que confessar que Blink 182 eu considere simplesmente uma tremenda porcaria. Mas eu entendo que são abordagens diferentes dentro do punk, mas assim como no metal ou qualquer outro gênero eu procuro incentivar ase as pessoas a abrirem a mente e ouvir as diversos gêneros musicais ou mesmo os diversos subgêneros, por isso indico para o pessoal que nunca ouviu bandas como os britânicos “The Exploited”. Inclusive é uma das minhas preferidas e hoje e tenho uma percepção que esses álbuns mais antigos da banda parecem ter caído no esquecimento.

“Troops of Tomorrow” foi lançado em 1982, sendo uma banda com um reconhecimento muito grande aqui no Brasil, sempre vejo alguém com camiseta pelas ruas ou mesmo em lojas especilizadas.

A máxima continua valendo sempre, “Punks Not Dead” e Fuck USA.

Um texto de Igor C. Bersan

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