Uma pegada mais metal em meio a cena stoner com Monster Coyote

Nos últimos anos, com a avalanche de bandas buscando soar como as bandas dos anos 70, a onda de influências blues no final de 2015 e neste início de 2016, além claro da velha parceria do stoner com o doom tradicional, fizeram com que muitos ouvintes se acostumassem com essas sonoridades.

É em meio a cena stoner/doom que tive o primeiro contato com a banda Monster Coyote, pelo menos para mim foi em meio as fanpages e blogs neste seguimento que vejo serem mais divulgados. Diferente da maioria, a sonoridade da banda, tem uma pegada mais metal, com um andamento mais rápido e um flerte com o sludge.

Para quem não tem nenhum tipo de restrição quanto a gênero musical, é uma surpresa saber que temos bons representantes nacionais com outras influências no meio. O sludge é um primo meio que bastardo do stoner, que assim como o doom, estão de certa forma sempre próximos.

Monster Coyote, nasceu na cidade de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte. Na matilha temos Amilton Jr. (guitarra e vocal), Daniel Araújo (bateria) e Julio Cortez (baixo e vocal). Já são três lançamentos na carreira, “Stoner to the Boner” lançado em 2011, “The Howling” de 2012 e mais recentemente “Neckbreaker”, este lançado a pouco tempo, no final de 2015.

Este último lançamento é uma porrada incessante na orelha. Pesado e rápido para os padrões stoner/doom/sludge. Por vez chega a se aproximar de uma sonoridade mais groove, a estrutura é menos arrastada e reta como de costume. Os vocais são agonizantes, urrados como normalmente são no gênero sludge. Não sou um admirador do gênero sludge, para mim esse tipo de vocal combinou melhor aqui, em um som mais rápido do que com músicas lentas e longas.

Riffs pesados de guitarra, bem executados e que associados ao baixo, uma bateria marcante e o vocal agressivo de Amilton Jr. e Julio Cortez fazem de Monster Coyote uma banda de influências metal, com qualidade suficiente para se manter na cena produzindo bons discos por um bom tempo.

Destaque para a música “Leap of Faith” que tem um trabalho de guitarra e bateria muito bom, bases empolgantes e uma bateria que se encaixa muito bem às composições. Tem algo que me lembrou um pouco os poloneses do Behemoth, lógico que aqui mais adequada as influências da banda.

Uma outra coisa interesante sobre os coiotes é a produção de camisetas e a capa do álbum. Sempre muito bem feitas as ilustrações que usam, no caso de “Neckbreaker” a arte ficou a cargo de Hugo Silva da Abacrombie Ink.

É com Monster Coyote que a família de boas bandas nacionais ganha mais um membro. Só nos resta esperar que mais bandas com qualidade apareçam, se depender da galera do nordeste pode ter certeza que sim, sempre surgindo bandas interessantes pelos lados de lá.

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Um texto de Igor C. Bersan

 

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