Muita música, vida louca e negócios na nova série produzida por Martins Scorsese e Mick Jagger

Direção da 1º temporada: Allen Coulter, Jon S. Baird, S.J. Clarkson, Carl Franklin, Nicole Kassell, Mark Romanek, Martin Scorsese e Peter Sollett
Gênero: Drama/Música
Ano de Produção: 2016
Duração: Aprox. 1:00h/episódio
País: EUA
Atores: Bobby Cannavale, Paul Ben-Victor, P.J. Byrne, Ato Essandoh, Juno Temple, Olivia Wilde, James Jagger e J.C. MacKenzie

Normalmente séries de TV produzidas pela HBO são sinônimos de excelentes produções. No caso de Vinyl, ainda temos a presença do grande diretor Martin Scorcese na produção e que dirigiu um episódio nesta primeira temporada. Outro grande nome por trás da série é ninguém menos que o frontman dos Rolling Stones, ele mesmo Sir Mick Jagger. Com um time desse muito provavelmente daria errado.

A série acompanha Richie Finestra (Bobby Cannavale), empresário do ramo da música, dono da gravadora American Century Records. Retratando o cenário musical da Nova Iorque de 1970, onde a efervescência musical estava a todo vapor, vários gêneros e artistas pipocavam na suja e selvagem cidade norte-americana.

E já que estamos falando de Bobby Cannavale, ator que eu desconhecia até o momento, estando este muito bem no papel, dividido e perdido em seu prazer em viver de música e o dinheiro que pode ser ganho com a venda da gravadora. O conflito familiar em que vive e os abusos de drogas também atormentam o dia-a-dia do Sr. Finestra.

Atuação definitivamente não é um problema para a série, todos os atores desempenham bem seus papeis.

Outro trunfo da série é a produção e montagem, muito bem pensada, fazendo com que a série ganhe uma dinâmica interessante com transições de cenas em fusões que lembram videoclipe. Outra coisa que não pode se deixar de elogiar é o design de produção e figurino, a reprodução de época ficou bem convincente. Maquiagem, roupas, cenários, todos os detalhes bacanas dos anos 1970 estão lá.

Aquilo que poderia se tornar um musical chato e repetitivo com os músicos tocando e as velhas histórias batidas sobre bandas que hoje são conhecidas de todos, se tornam um drama intrigante sobre os meandros da indústria da música, a competição entre artistas, exploração das gravadoras, crimes financeiros e assassinato.

Não sei quanto do que é retratado na série é verdadeiro, mas provavelmente é muito inspirada em fatos reais. O mundo do show bisness sempre foi regado a excessos, imagine na década de 70.

A melhor série a estrear neste ano de 2016. Eu sei que ainda está cedo para dizer isso, mas para quem gosta de acompanhar e sempre teve um relacionamento próximo com música como eu, tem lá o seu gosto especial. Tem coisa mais legal para fazer antes de domir do que ver uma reprodução competente de fatos ocorridos em 1970 com nomes como Alice Cooper, Led Zeppelin, Lou Reed e mais um monte de banda, cantores e cantoras solo?

Trailer
www.youtube.com/watch?v=Q_MIMaUS5XE


Imdb
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Um texto de Igor C. Bersan

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