Batalhas interestelares e peso com Braves Face the Devil

Braves Face the Devil é uma banda recente. Formada em Fortaleza, no estado do Ceará, no ano de 2015 e executando um stoner metal com influências progressistas.

Uma coisa muito interessante da banda e é até uma característica que eu vejo nas bandas nacionais é a temática. Inspiridos no Sci-Fi, as músicas tratam de conquistas, guerras e narrativas interestelares. Alguns podem achar estranho, dado a quantidade de bandas que surgiram na cena stoner e que tratam do ocultismo como tema central de suas músicas. Isso parece ser uma obsessão dos europeus. Quando a cena stoner começou, pelo menos quando as bandas começaram a ser agrupados com esse título, lá no início dos anos 90, a temática de Sci-Fi era muito comum, na verdade parece que eram uma variedade maior de temas. Que eu me lembre e muitos ai também vão lembrar, estavam mais interessados em falar sobre carros, skate, a vida estradeira, viagens interplanetárias e viagens licérgicas do que sobre algum demônio sumeriano qualquer, ou até mesmo sobre os rituais thelemicos. É muito bom que em “Black Wolf”, demo de estréia da banda, possa ser resgatado esse tema.

Mas e a música, bom a música pode soar estranha para alguns novos apreciadores do stoner rock, principalemente aqueles que se habituaram com a ideia de que stoner é algo puramente vintage, soando como bandas dos anos 70 ou mais apegada ao lado doom tradicional. Aqui os Braves Face the Devil dão uma carga mais pesada e metal ao som, é possível se perceber influências do stoner rock, de doom metal e principalmente e o que trás um frecor ao gênero de um progressive metal.

O conjunto inteiro funciona muito bem naquilo que se propõe a fazer, gostei especialmente das composições da guitarra, não que o restante não seja bom, muito pelo contrário a banda é o que é por conta do conjunto, mas a guitarra me trouxe mais para essa proximidade com bandas de metal progressivo atuais. Adriano Alves, o guitarrista da banda está de parabéns.

Vale muito a pena conferir, diferente da fórmula tradicional da maioria das bandas da cena stoner. Ao que tudo indica estão em busca de sua originalidade e caminhando certo para isso. Souberam juntar esses universos musicais com competência em uma temática interessante.

Uma banda que certamente cairá no gosto de um público vasto, já que tem elementos de stoner, groove, progressive metal e em alguns momentos me lembrou até mesmo bandas mais modernas, de gêneros como post-rock e Djent.

A formação da banda é Adrino Alves (guitarra e voz), Hewerson Freitas (baixo) e Bosco Lacerda (bateria). Os caras vem ganhando destaque aos poucos no cenário nacional e internacional, resenhas em revistas e blogs especializados. Apoiem e ajudem a divulgar o material das bandas nacionais.

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Um texto de Igor C. Bersan

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