Só rango doido em uma Mistura Brava

Quando eu assisti o primeiro episódio do Mistura Brava, postado no dia 16 de abril de 2015 a Extravaganza já tinha parado de publicar e na hora veio na minha cabeça: “Esse é o programa gastronômico com um apresentador que é a cara da Extravaganza.” Hoje, praticamente um ano depois, estamos de volta e não poderia deixar de brindar o canal com nossa primeira postagem sobre gastronomia.

Mistura Brava é para mim, atualmente, o melhor canal de gastronomia do Youtube e olha que eu sigo vários, tanto nacionais quanto internacionais. Não por ser um canal produzido em Belo Horizonte, cidade natal da Extravaganza, mas por sua originalidade, inventividade e por ser apresentado pelo chef Kiki Ferrari, que com seu jeito boca suja consegue ser carismático, mantendo uma dose de humor acertada e sem soar chato.

O programa é uma parceria entre a produtora Hidrante Filmes, o designer Lucas Coutinho e o chef Kiki Ferrari que comandou a conzinha do Meetme At The Yard, atualmente presta consultoria em diversos restaurantes e comanda a marca de molhos Chefn’boss. Apresentado as quinta-feiras, às 10:00h. Já estando na segunda temporada e com o slogan de “rango, breja e barulho”, o chef ensina receitas inusitadas, fáceis e rápidas de serem preparadas.

Os pratos apresentados são principlamente uma mistura brava de inpirações da comida mexicana, alemã e do sul dos EUA, mas não só isso, o chefe faz uma tour por referências de vários países. Rangos insanos cheios de temperos e apimentados, como o próprio chef diz nos episódios “eu coloco o tanto que quiser, porque eu gosto“. Esse talvez seja o ponto forte do programa, não se apega a fórmula tradicional, aquela coisa certinha que todos fazem. “Não vou fazer risotinho, cupcakes e cookies tradicionais“, é assim que no teaser da primeira temporada o programa faz uma paródia com a avalanche de canais, blogs e pessoas que seguem a fórmula tradicional de fazer comida.

Além de tudo isso, ao final de todos os episódios, temos a harmonização dos pratos com cervejas (normalmente artesanais) e com músicas do cenário underground. Assim como na Extravaganza teve todos os gêneros, de Laibach a Les Garços Bouchers.

De todos os pratos do Mistura Brava que tive a oportunidade de fazer, o que mais gostei e o mais exótico por assim dizer, misturando Coca-Cola, mel e pimenta Jamaica, foi o “Voadora Jerk Cola”. Funcionou muito bem, excelente opção para se comer com os amigos, tomando uma cerveja e ouvindo aquele sons “loucos”.

É isso ai cabróns, sigam o canal, compartilhem e prestigiem essa produção mineira, cheia de originalidade.

Retrospectiva Mistrua Brava 2015

Voadora Jerk Cola – Episódio #10

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Para harmonizar com essa leitura nossa indicação musical é uma banda da Noruega, que também faz uma mistura brava de sons: black metal, música eletrônica, viking metal, avant-garde metal e o que mais a cabeça dos caras conseguirem pensar. A música é “World Music with Black Edges” dos Solefald, faz parte do álbum “World Metal. Kosmopolis Sud”, lançado em 2 de fevereiro de 2015.

Um texto de Igor C. Bersan

 

 

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