Hipinótico

Após a fim da gravadora Cold Meat Industries, especializada em indutrial, noise, dark ambient, darwave e o que mais possa surgir neste seguimento. Isso desde a década de 90, para quem acha que essas sonoridades são invenções recentes, na verdade já tem algumas décadas.

O que importa é que esses músicos migraram para outras gravadoras, sempre que eu descobrir o que andam fazendo, vou postando aqui, compartilhando com vocês estas descobertas.

Surgido na Suécia de 1993 sob o comando de Johan Levin, Desiderii Marginis, projeto solo do músico e que se tornou um dos grandes nomes da cena Dark Ambient/Darkwave mundial, ao lado de nomes como Raison D’être, Ordo Rosarius Equilibrio, Northaunt, Atrium Carceri e mais uma variedade de projetos, é capaz de nos levar por vários mundos, uma musicalidade hipinótica.

Em 14 de outubro de 2014, foi lançado “Hypnosis”, mais recente trabalho de Levin. Como não poderia deixar de ser, excelentes músicas foram compostas, diria até ser um dos melhores disco da carreira do músico. Da mesma maneira como dito no post do Northaunt, a música aqui evoca pensamentos, emoções, imagens mentais e até mesmo um reflexo de expressões interiores daquele que ouve a música.

Diferentemente do ISITD I-II dos noruegueses do Northaunt, este novo trabalho do Desiderii Marginis é mais obscuro, diria até que ele é mais expansivo na sua proposta, possui momentos sublimes, onde temos interpretações positivas, um senso de paz e calma, conseguimos encontrar mesmo que por breves momentos uma felicidade em meio a calma da música, um estado meio de êxtase. Mas também nos leva a um lado que confronta as aspectos mais densos e escuros. Alguns momentos chegam a ser opressivos, como se reconhecêssemos por influência da música que temos um lado escuro dentro de nós. Algo que esta lá guardado e que fazemos questão de esconder. Medos, fantasias irreais, dualidades que não se conciliam, angústias e que na verdade são somente aspectos opostos de uma mesma realidade. Não deveriam ser de forma alguma escondidos, mas reconciliados, os opostos sempre devem ser conciliados novamente, para que se atinja um equilíbrio. Um estado “real” do ser.

“Hypnosis” faz muito bem essa função ao conseguir retratar essa dualidade, conduzir o ouvindo nesta jornada, neste campo de batalha dos sentimentos e emoções que se conflituam. A sensibilidade musical de Levin nos leva mais uma vez a visitar os escombros dos nossos pensamentos.

Confiram o trabalho e quem não conhece, procure ouvir os discos anteriores. Lembrando sempre e isso é importante, que este gênero musical não é para se ouvir no trabalho, em festas ou onde tenha pertubações sonoras no ambiente. Não é atoa que se classifica com “Dark Ambient”, exatamente porque tem a intenção de criar um aspecto no ambiente e é dark devido a esses aspectos mais densos. Eu sempre aconselho a ouvir com fone, ou durante a madrugada, onde esta mais calmo, o ambiente possivelmente sem interrupções.

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Por Igor C. Bersan

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