Minimalismo musical

Como prometido, embora com um pouco de atraso, pois tive um compromisso ontem e não tive tempo para escrever o texto.

A proposta é fazer um giro musical pelo mundo, explorar as mais diversas regiões do globo a procura de projetos musicais interessantes, irei começar pelos países menos conhecidos e por fim os mais conhecidos.

O nosso destino inicial portanto é a Islândia. País nórdico localizado no Oceano Atlântico norte, abrangendo algumas ilhas e uma ilha principal homônima, estas estão localizadas entre a Europa Continental e a Groelândia. Sua populção soma quase 320 mil habitantes, que estão em sua maioria vivendo na capital, Reiquiavique, algo próximo de 2/3 da população.

O interessante da Islândia são as famosas auroras boreais e o fato do país ter uma atividade vulcânica intensa, isso faz com que haja um contraste muito grande, ao mesmo tempo que temos neve, pod-se ver magma, gêisers e lagos de águas termais. Localizado em um planalto a geografia do país é composta de muitas montanhas e um terreno muito irregular.

Quanto a música é algo difícil de definir em palavras, mas se fosse definir diria que é uma música bem minimalista. Segundo eu pude perceber o país não tinha muitos instrumentos até a chegadas do rock’n’roll, isso no século 20. Existiam a fiðla e o langspil, trazido pleos vikings da Escandinávia. Ambos compostos por duas cordas e apoiados sobre o joelho, se tocava com um arco. Esses instrumentos serviam somente para acompanhar os cantores, nunca eram usados como solos. Os estilos musicais mais conhecidos são o rímur, que consiste basicamente em poesias e sagas apresentadas em conto baixo e o fimmundasöngur, cantado por um dueto em harmonia. Praticamente sem sofrer nenhuma influência, o canto islandês é praticamente o mesmo desde o século 14 ao 20. Fato interessante é que essa forma tradicional conseguiu manter suas harmonias que foram proibidas pela igreja em toda a Europe, como sempre com a justificativa de que eram trabalho do demônio.

O país é repleto de cantigas populares, onde as crianças aprendem antes mesmo da idade escolar. A mais cohecida é Á Sprengisandi (clique aqui para ouvir), uma música sobre criadores de ovelhas e pessoas banidas da sociedade e deixados em um deserto interior.

Até resolver fazer essa postagem só conhecia quatro projetos musicais vindo desta região do planeta. Sósltafir, já postei aqui um video deles, mas quem tiver enteresse ou perdeu essa postagem, deixarei novamente o vídeo (clique aqui para ver). Outro projeto e este mais conhecido do público é a cantora Björk (clique aqui para ouvir), que fez parte de uma banda também conhecida do grande público chamda The Sugarcubes (clique aqui para ovir). Por fim, Sigur Rós (clique aqui para ouvir), normalmente presente na mídia mundial, junto com a Björk talvez sejam os mais conhecidos da país.

Mas na verdade eu não desejo falar dessas bandas, já possuem muitos veículos de comunicação para fazer isso. Quero apresentar bandas que não são tão conhecidas.

A primeira é o Seiðlæti. Acharam difícil de pronunciar? Não se preocupem, todos temos essa dificuldade (risos).  Não consegui encontrar informações sobre eles. Bem focada em um vocal femino e com alguns intrumentos tradicionais, é um  fimmundasöngur com aquele ar folclórico.

Apesar de ser conhecido como o país das bandas de rock, existe muito pop/folk entre outros estilos. Uma dessas bandas é a Yija, também focada em um vocla feminino, coisa bem comum por sinal, vocais femininos me parecem ser o forte por lá. Muito tranquilo e harmoniosa a música, composições de violão bem executada. Realmente muito bom.

Para encerrar essa primeira parte temos o Trio Vadim Fyodorov, que confesso não ter a mínima noção de como se classifica esse trio, mas é possível perceber influências de Jazz, swing e gipsy (se é que gipsy pode ser considerado uns estilo, mas tem várias bandas que se classificam assim, juntamente com o klesmer, outro estilo similar). Particularmente não sou um conhecedor de Jazz, mas gosto dessa estrutura com o acordeão e essa coisa dos ciganos.

Esepero que gostem desta seleção da terra do fogo e gelo.

Por Igor C. Bersa

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