The Motel Life

Ano – 2012
Direção – Alan Polsky e Gabe Polsky
Gênero  – Drama
País – Estados Unidos
Duração – 85 minutos
Elenco –  Emile HirschStephen DorffKris Kristofferson e Dakota Fanning

 

Desde 2005, quando do lançamento do filme “Os reis de Dogtown” que acompanho todos os filmes do ator Emile Hirsch. Embora tenha participado de produções ruins, como “A Hora da Escuridão”, isso para citar somente um, mas também está sempre partcipando de filmes interessantes, como por exemplo “Killer Joe”. Citado na nossa segunda edição pela brilhante atuação em “Na Natureza Selvagem” e  tendo divulgado o trailer do filme, deixo aqui os meus comentários.

A narrativa é simples. Dois irmãos, Frank Lee (Emile Hirsch) e Jerry Lee (Stephen Dorff), que já no começo da projeção enfrentam a eminente morte de sua mãe, esta se encontra com uma doença terminal, que agora confesso não me lembro se é apresentado qual é a doença. O filme começa com a mãe dizendo para eles que está prestes a morrer. Apresenta todo o seu testamento para os garotos e o que ela gostaria que se fizessem com os bens, pouquíssimos por sinal. Por fim deixa um aviso, diz aos garotos para ficarem juntos, pois, “eles irão querer separar vocês”.

Os garotos crescem e o conselho da mãe os persegue pela vida. Daí vem o nome “The Motel Life”, que em tradução livre seria algo como, “A vida no motel”. Sem um lugar para se fixar, pois assim poderiam ser encontrados e consequentemente separados, passam a vida de motel em motel, fugindo desta possível cilada.

Não é um filme espetacular, achei até mesmo demasiado triste, um tanto opressivo. É um filme interessante, mas não aquele filme que se têm que assistir, que virará um clássico em alguns anos.

Alguns elementos valem ser destacados. O primeirO é a atuação do trio principal, Emile Hirsch, Dakota Fanning e Stephen Dorff, atuações comedidas mas eficientes do casal Hirsch e Dakota, particularmente não gosto de Stephen Dorff como ator, mas esteve bem neste que é papel mais complexo do filme, extremamente cadavérico em sua expressão de sofrimento, chega a dar pena do rapaz, sua transformação coube bem ao papel e funcionou como elemento fundamental a psicologia do personagem.

Quanto a narrativa duas coisas me chamaram bastante atenção, uma é que Frank Lee desde novo tem uma vida em que as coisas acontecem em torno dele, as pessoas se aproximam, dedicado e tranquilo, está sempre aprendendo com suas relações interpessoais. Do lado oposto temos Jerry Lee, poderia dizer que a sensação que passa é de uma pessoa extremamente azarada, logo quando a mãe morre, os dois irmãos resolvem ir embora de trem, porém ao subir no vagão Jerry cai e perde parte da perna, não se relaciona bem nem amorosamente nem socialmente, as coisas não funcionam para ele e o peso desta vida fica estampdo na rosto do personagem, ele parece bem mais velho do que é. Amargurado e incuravelmente desiludido.

A outra coisa que chama atenção para a narrativa é que os dois irmãos desde pequeno criavam histórias, Jerry desenhava e Frank desenvolvia as narrativas, o filme é repleto de incersões com animações que reproduzem os momentos em que Frank está narrando algum de seus enredos fantásticos, repletos de sexo, violência e drogas. É interesante notar que essas histórias eram um escapismo criado pelos dois, para lidar com determinados aspectos de suas vidas. Geralmente eram ficções sobre seus pais ou um passado que nunca viveram. Nessas narrativas também estão inseridos aspectos da personalidade e trauma deles.

Se não bastasse todas as tragédias vividas por Jerry, este atropela um garoto, o que faz com que os dois irmão tenham que fugir e viver uma jornada pelos caminhos incertos do amor, da amizade e do companheirismo.

Lógico que não vou contar o final para não estragar a brincadeira. Não é um filme extraórdinário, mas interessante de se ver, ainda mais em tempos de vaca magra como anda o cinema. Como diriam “vale o entretenimento”. Tem até fotografias e enquadramentos interessante, nada original, mas belos de se ver. Stephen Dorff em uma atuação convincente e um drama sobre companheirismo e superação.

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Por Igor C. Bersan

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