Dissecando A Morte do Demônio 2013

Este texto é uma análise do filme A Morte do Demônio, lançado recentemente e alardeado pela crítica e alguns fãs como um filme que explora gratuitamente a violência e que não tem relação nenhuma em sua narrativa com os filmes originais, além do que parte de uma visão pessoal.

Farei algumas alterações enviadas pelo nosso leitor Juliano Diego, que me alertou sobre uma troca de personagens que fiz ao escrever o texto, colocarei em vermelho as correções feitas por ele, dando crédito ao mesmo.

O INÍCIO

O primeiro filme foi lançado no ano de 1981 e foi dirigido pelo estreante Sam Raimi, hoje conhecido por filmes arrasa quarteirão, como por exemplo Homem Aranha. Na época em que foi filmado A Morte do Demônio (Evil Dead) era o começo de sua carreira e o filme foi realizado com parcos recursos e pouco investimento financeiro, basicamente o que acontece com quase todos os diretores no início.

Para podermos analisar melhor este novo filme deve se levar em conta que outros dois filmes foram feitos. Em 1987 Sam Raimi iria dirigir uma continuação, que aqui no Brasil receberia o nome de Uma Noite Alucinante, porém o nome original é Evil Dead II. Embora neste filme a narrativa comece novamente, alguns elementos do primeiro filme estarão presentes.

Já em 1992 um outro filme seria lançado, ainda com a direção de Sam Raimi. Neste filme vemos uma ruptura grande com os filmes anteriores, tanto que o título original passou a ser “Army of Darkness” e não mais Evil Dead, aqui no Brasil o nome permaneceu com o título de Uma Noite Alucinante, mas foi acrescido do número 3, embora não tenha existido um 2, isso porque aqui no Brasil o segundo filme foi lançado antes do primeiro.

Esse terceiro filme mesmo que pouco referenciado nos dois primeiros possuem elementos representativos da série até então, o personagem central “Ash”, o livro que possui encantamentos capazes de trazer forças demoníacas para o mundo dos vivos e os demônios propriamente dito.

A MORTE

Esses três filmes foram o suficiente para imortalizar o diretor Sam Raimi, considerado cult por toda uma legião de cinéfilos mundo afora, Evil Dead (A Morte do Demônio) e suas continuações fazem parte principalmente de uma geração que acompanharam outros grandes clássicos do gênero terror, como por exemplo, Sexta-feira 13, Hellraiser e A Hora do Pesadelo.

O segundo e terceiro filmes acabaram seguindo uma tendência muito explorada na década de 90, conhecida aqui no Brasil como o período do “Terrir”, filmes com um teor mais cômico do que propriamente o terror. Podemos ver essa tendência em filmes como Brinquedo Assassino, Basket Case, Poltergeist e etc.

Passado esse período os filmes de Sam Raimi foram esquecidos, mas como todo filme com qualidade foi se criando um culto em torno da obra e hoje em 2013 vemos o retorno da franquia.

A RESSURREIÇÃO

Lançado em 2013, dirigido pelo uruguaio Fede Alvarez e com o mesmo título do primeiro filme de 1981, Evil Dead, aqui no Brasil, A Morte do Demônio. O filme não pretendia ser nem um remake e nem uma continuação, e realmente não foi, para mim pelo menos foi uma primorosa homenagem além de ter sido um puta filme de terror, me arriscaria dizer que um dos melhores filmes do gênero em pelo menos uma década.

UNINDO AS PEÇAS

Farei agora um análise detalhada dos filmes, portanto quem não viu, veja e depois leia a matéria, spoilers de praticamente todo o filme.

1 – O problema da crítica e de alguns fans.

A primeira coisa que me incomodou com a crítica foi o fato de dizerem que o filme é gratuitamente violento. Como assim o filme é violento? É um filme de terror, ainda mais que foi feito em 2013. Os filmes antigos careciam de toda a parafernalha tecnológica que temos hoje, revendo os filmes, conseguimos perceber o sangue artificial, os bonecos, os stop motions com macinha e uma série de efeitos que vistos hoje, seriam considerados “defeitos especiais”. A violência gráfica se justifica, se fosse feito da forma antiga seria considerado uma piada. Em segunda análise, existem outros gêneros no cinema, o drama, a comédia e o romance, a pessoa que entra em uma sala de cinema para ver um filme de terror e espera se deparar com cenas que não sejam violentas ou não muito violentas deveriam procurar outro tipo de filme para ver.

As pessoas que são fãs de filmes de terror gostam de ver a violência, tanto é que podemos ver esse nível de violência em outros filmes, como por exemplo A Vingança de Jenniffer ou Viagem Maldita 1 e 2, ambos remake’s de filmes considerados clássicos.

Sem contar essa necessidade do fan de querer ver um filme exatamente igual, como se pegassem o mesmo filme e fizessem exatamente igual ao anterior, para isso existe a remasterização, se for só para melhorar a imagem.

2 – A falta da narrativa.

Outra coisa que achei absurda foi a alegação de que o filme não tem uma narrativa e só violência, sendo assim o primeiro possuiria uma narrativa mais rica. Como assim? Que tão grande narrativa tem o primeiro?

O primeiro filme conta a estória de 5 pessoas que vão para uma cabana no meio do nada, 2 homens e 3 mulheres. Chegando lá encontram um livro e um gravador no porão da cabana, o gravador diz que o livro contém ensinamentos para liberar forças demoníacas, após falar as palavras de encantamento os personagens vão sendo possuídos.

No filme de 2013, um grupo de 5 pessoas vai para uma cabana no meio do nada e que parece ter sido da família de dois personagens, 2 homens e 3 mulheres. Se no primeiro a justificativa era passar alguns dias na cabana, neste a justificativa é a desintoxicação de uma das personagens. Como no primeiro encontram um livro no porão da cabana e um dos personagens traduz alguma das inscrições contida no livro, o que acaba por despertar forças demônicas, que passam a ir possuindo os integrantes do grupo.

E isso é tudo em ambos. Dai para frente são os demônios possuindo essas pessoas e tentando matá-las. Tentar dizer que o primeiro filme possui uma narrativa melhor que a do novo filme é provavelmente um caso de possessão demoníaca. (Risos)

3 – O início dos filmes.

O filme de 1981 se inicia com o carro com os cinco personagens indo para a cabana, após alguns momentos lá na cabana, alguns acontecimentos o encaminham para o porão onde encontram o livro e o gravador.

Na gravação o narrador informa ser um professor que estava trabalhando em uma descoberta, o tal livro dos mortos e que no processo de traduzir os manuscritos forças demoníacas tomaram conta da cabana e sua mulher estava morta.

No filme de 1987, o personagem principal, interpretado pelo ator Bruce Campbel (Ash) está indo para a cabana com a sua noiva. Ao mesmo tempo é contado em paralelo que algumas revelações do livro, inclusive um mar de sangue que viria com a liberação das forças do mal, detalhe este que vai ser justificado pela chuva de sangue do final do filme de 2013, mas por enquanto nos basta saber que existiu um professor e sua mulher que estavam na cabana e a sua filha estava indo ao encontro deles com algumas páginas que estavam faltando dos pergaminhos.

No filme de 2013, genialmente o diretor e roteirista Fede Alvarez costura tudo com uma certa maestria, pelo menos para mim. Primeiro ele faz um prelúdio mostrando uma suposta garota sendo capturada e posteriormente amarrada a um mastro. Quando a garota acorda, ele descobre que o seu pai está envolvido, e o pai diz que ela havia matado a mãe e que ele iria resolver tudo isso, detalhe, a garota supostamente não lembrava de nada. Ao perceber que ia ser queimada viva a garota volta a ser possuída, fazendo com que o pai ateie fogo nela.

Esse início serve para tanto explicar o que aconteceu no evento narrada na gravação do primeiro filmes, uma vez que ele não explica como se deu a morte da mãe e o que aconteceu exatamente com o professor. Também serve com gancho para o segundo filme, que trata dessa relação da filha do professor. O diretor/roteirista, conseguiu unir dois filmes de maneira a explorar um pouco da narrativa de cada, só teve que dar um nó a mais para funcionar que é colocar a filha na situação do agente da morte da mãe.

Corta a cena e voltamos como no passado com o grupo de pessoas indo para a cabana, com uma única ressalva, nem todos estavam no carro, dois dos personagens já estavam na cabana.

4 – As três primeiras referências aos filmes.

4.1 – O carro que a personagem Mia está sentada é o mesmo modelo que o personagem Ash dirigia nos dois primeiros filmes, tipo como se dissesse que os eventos acontecidos ali ocorreram muito tempo depois dos eventos dos primeiros filmes. O que pode ser verificado pelo estado do carro.

4.2 – No filme de 1981 pouco tempo depois de chegarem a cabana, uma das personagens começa a desenhar involuntariamente, o desenho era a capa do livro. No filme de 2013 a personagem na cena referida acima, desenha a cabana, não de maneira involuntária, porque estava passando o tempo aguardando os irmão chegar.

4. 3 – Nos dois Evil Dead’s iniciais, o personagem Ash vai para a cabana com sua noiva, essas personagens estão com um colar, no filme de 1981 esse colar era formado pela aliança de noivado, no filme de 1987 temos novamente o colar, mas é um pouco mais trabalhado e tem um vidro ou espelho no meio. Nesta nova versão temos um colar que a personagem Mia joga no poço, o colar tem o mesmo formato, porem enquanto os antigos eram feitos de metal e pedras preciosas, este é feito com algo como sementes ou miçangas.

5 – Da descoberta do livro.

No filme original o livro é descoberto depois de eventos estranhos e a porta do porão abrir sozinha.

No filme de 2013 temos a descoberta do livro devido ao cheiro ruim que estava vindo do porão, fazendo com que os personagens fossem até o lá para descobrir o que era.

6 – O início das possessões.

No primeiro vemos que um dos personagem continua a gravação encontrada no porão, onde o professor fala as palavras mágicas e explica o nome do livro.

No segundo filme, o personagem Eric leva o livro para o seu quarto e começa a tentar decifrar o que o livro diz, coincidentemente descobre uma forma de transcrever as palavras mágicas ou de invocação se preferirem. Em ambos os casos, ao ler as palavras o demônio é libertado e começam as possessões.

7 – Cena na floresta.

Agora com relação a famosa cena do cipó estuprando a personagem, aqui mais uma vez o diretor soube costurar os dois filmes.

No primeiro filme Shelly, amiga do grupo é atacada na floresta (correção do leitor Juliano Diego) e cipós possuídos pelo demônio prendem suas pernas e braços, decorrendo dai a famosa cena. Quando a personagem retorna quer ir embora a qualquer custo, Ash então resolve levar a coitadinha para a cidade mais próxima, eis que descobrem que a ponte foi destruída, o que faz com que sejam obrigados a voltar para a cabana.

No segundo filme de 1987 tem uma outra cena envolvendo Shelly, aqui acontece uma coisa que vai ser referenciado no novo filme. No primeiro filme de 1981, o cipó passa e entra na sua boca, . Após esses eventos e a posterior possessão de Ash, o mesmo tenta ir embora, mas novamente a ponte está destruída. O personagem entra novamente no carro e corre para voltar fugindo da força demoníaca que começa a persegui-lo, nisso o carro perde o controle e bate em uma árvore, fazendo com que o personagem seja atirado pelo vidro (correção do leitor Juliano Diego). 

No filme de 2013 o que diretor soube sabiamente misturar os dois filmes e inverter a ordem, a personagem Mia desesperada com a crise de abstinência fala que quer ir embora, pede ao irmão, que obviamente nega. Mia sai pela janela e vai embora, no desespero o carro perde o controle e bate numa árvore fazendo com que ela seja arremessada para fora do carro pelo vidro dianteiro, tal qual no segundo filme, acontece com o Ash. Após isso, Mia correndo pela floresta se enrola em alguns cipós, que passam a tomar vida possuídos por uma força demoníaca, que a prende. Aqui faz-se um parêntese, existe nesse novo filme uma personificação do diabo, esse demônio aparece nesta cena e sai um monte de cipó entrelaçado da boca do ser e os cipos entram pela vagina de Mia.

Com relação a cena descrita acima, o leitor Juliano Diego complementa que, quem é pega pelos cipós no segundo filme de 1987 é Bobby Joe, que é morta pelos cipós sendo arrastada de encontro a uma árvore, era namorada de Jack, responsável por levar Annie e o professor Gatly a cabana.

Essa cenas são o pontapé inicial de todos os três filmes e mais uma vez nos três filmes uma mulher começa com a possessão.

Não sei se isso basta para os saudosistas dizerem que o filme não é igual, se for para ser exatamente igual, é só ver o filme antigo. Particularmente achei muito bom os recortes e montagens que Fede Alvarez faz neste novo filme. Principalmente por ter tudo haver com os filmes antigos, mais uma vez repito, respeitando quem realmente conhece da trilogia original, pois pode ser identificado.

8 – As possessões e sua ordem.

No primeiro filme a primeira possessão é de uma das mulheres, seguida de outra personagem feminina, o amigo do Ash é literalmente estrupiado nesse meio tempo pelos demônios e só passa a ficar possuído depois disso, aparece brevemente e é eliminado, isso já quase no final do filme. Por fim a personagem final, a última mulher. Deve-se levar em consideração que neste filme o personagem Ash não é possuído nenhuma vez.

No novo filme a mesma sequência com o mesmo personagem, o que invoca os demônios, no caso Eric, que antes de ser possuído é fustigado de toda maneira pelos demônios, crivado de pregos, quebrada a mão e braços com um pé de cabra e etc, é possuído quase no final e após isso é eliminado.

Sinceramente para alguém dizer que não tem nada haver com os outros filmes, só tem uma explicação, não viu os filmes originais e se viu já esqueceu tudo. Sugiro assistir na sequência todos.

9 – Mais referencias e cruzamentos entre os dois primeiros filmes.

Por fim, temos as idas e vindas na casa de ferramentas, que acontecem no segundo filme da franquia, da mesma forma alguns ângulos de filmagem. Algumas cenas são exatamente iguais as do primeiro e segundo filme, a diferença é que troca-se o Ash pela Mia.

O QUE MUDOU EXATAMENTE

O final realmente é bem diferente, mas mesmo assim possui algumas referencias ao terceiro filme da franquia, uma é as o livro tendo uma suposta vida própria, depois a chuva de sangue que referencia o mar de sangue, que em ambos os filmes iria aconteceria quando se libertasse definitivamente o demônio.

Não podemos esquecer da serra elétrica acoplada em seu braço pela personagem Mia, que aparece muito no segundo filme.

São realmente muitos detalhes que referenciam os três filmes da trilogia original, como eu disse, é provavelmente uma homenagem, obviamente com acara do novo diretor. Que vantagem teria para ele fazer um filme exatamente igual ao do Sam Raimi? Tem que ter a visão do diretor.

10 – Uma suposta homenagem a Carrie – A Estranha.

Apesar de fazer essa analogia entre o mar de sangue e a chuva de sangue no final do filme, uma outra coisa me chamou muito a atenção, que poderia ser uma homenagem ao filme Carrie – A Estranha, dirigido em 1976 pelo diretor Brian De Palma, lembrando que este filme é outro clássico do cinema de horror.

O enquadramento, a personagem toda ensanguentada pela chuva e a cabana pegando fogo no fundo da cena, o que acabou criando uma iluminação muito parecida com o do filme de Brain De Palma, pode ser coincidência ou uma interpretação minha, mas fica ai a dica e talvez seja mais uma boa ideia do diretor, ainda mais que está sendo produzido um remake de Carrie.

Por todas as referências, pela capacidade de cruzar os três filmes e obviamente sem deixar de lado a sua própria visão do filme, diria que A Morte do Demônio é um filme excelente. Que venham mais remakes com essa qualidade.

Observações sobre a construção narrativa.

Na intenção de dirimir as interpretações duvidosas sobre o texto, deixo claro que a narrativa do filme pelo que percebi segue a do primeiro filme de 1981, o que o diretor faz neste filme de 2013 é inserir elementos compositivos para as cenas com referências dos outros filmes, principalmente do segundo de 1987, isso faz com que o filme fique mais rico e dinâmico, pois o diretor utiliza o que tem de interessante na trilogia para construir a sua visão do filme, mesmo porque o mesmo não tinha até o lançamento do filme interesse de fazer outro filme, embora após o lançamento e a boa aceitação tenha feito afirmações dessa possibilidade.

O filme não deve ser visto procurando-se construir a narrativa dos três filmes originais, mesmo porque na mitologia da própria trilogia original não existe uma narrativa em sequência. Vemos no segundo filme um novo filme, o personagem Ash volta para a cabana como se não tivesse acontecido nada no filme anterior, reencontra o gravador, além do que vários elementos são diferentes do que no primeiro filme, como no caso da ponte.

Igor Couto Bersan

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9 pensamentos sobre “Dissecando A Morte do Demônio 2013

  1. “No primeiro filme a noiva do Ash, sai da cabana e os cipós possuídos pelo demônio prendem suas pernas e braços, decorrendo dai a famosa cena”.
    ( Na verdade é Shelly, amiga do grupo que é atacada na floresta, não a noiva de Ash, que é atacada por Shelly quando é possuída )

    “No segundo filme de 1987 tem uma cena parecida com a outra noiva do Ash, aqui acontece uma coisa que vai ser referenciado no novo filme. O cipó passa e entra na sua boca. Após esses eventos e a posterior possessão da noiva, Ash tenta ir embora, mas novamente a ponte está destruída. Ash entra novamente no carro e corre para voltar fugindo da força demoníaca que começa a persegui-lo, nisso o carro perde o controle e bate em uma árvore, fazendo com que o personagem seja atirado pelo vidro”.
    ( O cipó entra na boca de Shelly no primeiro filme de 1981, Ash tenta ir embora no começo do segundo filme de 1987 quando ele acorda depois de ser possuído)

    Legal ver o carro que Ash e seus amigos usaram pra chegar na cabana no novo filme, porém ele não poderia estar lá porque o mesmo foi levado junto com Ash para idade média, quando Annie, a filha do Professor Raymond, que traduziu o livro, termina de ler um trecho do livro para acabar com o demônio antes de morrer.

    • E quem é pega pelos cipós no segundo filme de 1987 é Bobby Joe, que é morta pelos cipós sendo arrastada de encontro a uma árvore, era namorada de Jack, responsável por levar Annie e o professor Gatly a cabana.

    • Vou ter que ver isso novamente, escrevi esse texto quando vimos o filme no cinema, tinha visto o primeiro filme antes e depois que vimos esse novo, vi o segundo.

      Vou conferir e se for isso mesmo, coloco no post do facebook a sua correção.

      Mas no fim das contas, mesmo que eu tenha invertido a sequência dos filmes o que eu realmente quero mostrar é que os elementos dos filmes estão lá, o que o diretor/roteirista Fede Alvarez faz é usar todos esses elementos e mudar as posições e ordens.

      Essa coisa de desconfigurar a narrativa e mudar algumas coisas já existia na trilogia inicial, veja que no primeiro filme, a ponte era uma ponte de madeira vagabunda, o carro até agarra, no segundo filme é uma ponte bacana, de concreto e tudo mais. Vemos também que no segundo filme o mesmo personagem volta para a cabana e é como se não tivesse acontecido nada, a própria trilogia já tem essa coisa de mudar elementos e manter somente o tema central.

      Por isso acho exagerado os comentários negativos dizendo que é um filme que não tem nada haver com os anteriores e muito menos que não respeita a trilogia em construção narrativa.

      Aqui. Curte a fanpage lá, para dar uma força, posto umas bandas de rock lá de vez em quando.

      Valeu Juliano, vamos discutindo ai o assunto.

    • O carro aqui é somente uma referência, no texto eu falo isso, é uma homenagem, mesmo porque o filme foi vendido como remake do primeiro, ele parte somente do primeiro, mas o diretor sabe homenagear os outros, não necessariamente ele tem tem que se atear aos acontecimentos dos três filmes.

      O que eu quis dizer é que ele pode ter feito a homenagem e aproveitar o gancho para dizer que o filme de 2013 aconteceu após os eventos do primeiro filme de 1981, para tanto se deve excluir os acontecimentos do segundo filme. Neste caso, que é puramente para homenagear.

  2. Concordo com tudo que você expôs nos comentários, somente alertei para a troca acidental dos personagens, mas concordo plenamente com suas colocações e realmente o filme é um dos melhores feitos recentemente no terror. obrigado pelas considerações nos meus comentários.

  3. O trecho “Mia sai pela janela e vai embora, no desespero o carro perde o controle e bate numa árvore fazendo com que ela seja arremessada para fora do carro pelo vidro dianteiro, tal qual no segundo filme, acontece com o Ash.” —– Isso não acontece com a Mia. No filme de 2013 ela perde o controle do carro e cai em algo que pareço um lago. Nisso ela sai do carro que está dentro da água, nada até a margem e ae sim começa a fujir do Demônio.

  4. Ao ver o filme até o final dos créditos, aparece um rosto que se volta para a frente e diz alguma coisa, alguém sabe o que ou quem é, e porquê?

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